‘O Órfão’: Queer Palm é do Brasil

‘O Órfão’: Queer Palm é do Brasil

Rodrigo Fonseca

18 Maio 2018 | 20h49

Rodrigo Fonseca

Laureado com o Teddy, na Berlinale, com “Bixa Travesti”, o cinema nacional emplaca mais uma láurea LGBTQ de prestígio na Europa, agora no Festival de Cannes: a Queer Palm, dada ao curta-metragem “O Órfão”. Esta pérola da Quinzena dos Realizadores é uma joia tamanho PP da seleção 2018 da Croisette, tendo na delicada direção de Carolina Markowicz seu esteio. Ela narra as angústias de um menino negro que não consegue ser adotado por seus hábitos de afirmação de identidade: ele prefere usar batom e vestir paetês do que jogar bola.

Entre os longas, venceu “Girl”, do belga Lukas Dhont, que gira em torno de uma adolescente trans, que nasceu menino e sonha se tornar uma bailarina.

Com Queer Palm, o total de vitórias do Brasil pula para três: ganhamos, em corpoduções com Portugal, a Semana da Crítica com “Diamantino” e recebemos o Prêmio Especial do Júri da Un Certain Regard por “Chuva é Cantoria na Aldeia dos Mortos”.