‘O Mandaloriano’ ferve a ‘Tela Quente’

‘O Mandaloriano’ ferve a ‘Tela Quente’

Rodrigo Fonseca

16 de novembro de 2020 | 12h38

RODRIGO FONSECA
Laureado com sete estatuetas na festa do Primetime Emmy, consagrando a expansão do universo “Star Wars” por outras mídias, “O Mandaloriano” periga ser a melhor reinvenção das cartilhas do bangue-bangue desde que “Os Imperdoáveis” (1992) pôs pregos e tampa no caixão do gênero. Como esta terça-feira, 17 de novembro, é o dia em que as atividades da Disney + – vereda de streaming concebida para ser “a” rival da Netflix e da Amazon no mundo – inicia suas atividades no Brasil, o herói da série que mais e melhor vende a plataforma vai viver uma noite de gala em nosso país. Diante da promoção casada da Disney com a Globoplay, o recanto cinéfilo mais popular da TV aberta nacional desde a década de 1980, a “Tela Quente”, vai servir de cartão de visitas para o caçador de recompensas estelar por estas bandas. Ou seja, veremos “The Mandalorian” na Globo, às 22h45, em versão dublada. O ator e cineasta Jon Favreau, o Happy Hogan de “Os Vingadores”, que dirigiu “Homem de Ferro” (2008), é o criador deste derivado do universo inaugurado nos anos 1970 por George Lucas, tendo o chileno Pedro Pascal no papel principal, embora sempre de capacete. Pascal ganha a voz de Felipe Zilse na transmissão do Plimplim, que exibe os dois primeiros episódios desta saga com tintas de western (ainda que ambientada no espaço sideral, no futuro). E seu personagem mais badalado nas redes sociais é o ET Baby Yoda. Já o personagem mais exótico é o misterioso O Cliente, vivido pelo cineasta alemão Werner Herzog (de “Fitzcarraldo”).

Atualmente, na Disney + dos EUA, já é possível conferir os três primeiros episódios da segunda temporada da série, em que o Mandaloriano enfrenta uma criatura da areia e um bando de aranhas agigantadas, num clima de aventuras sintonizado com a tradição “Star Wars”, sendo seu protagonista parte de uma linhagem de caçadores de recompensas. Nessa fornada dois ainda não apareceram astros que abrilhantam a temporada inicial (a ser veiculada na Globo neste 16 de novembro), como a mercenária Cara Dune (papel de Gina Carano) e o gângster estelar Greef Karga, personagem confiado a Carl Weathers, o pugilista Apollo Creed da franquia “Rocky”. Também não se viu o Cliente ainda, mas estima-se a volta de Herzog, dado o impacto que sua presença na série gerou entre os formadores de opinião.

Leitora fiel deste blog, a matemática Luciana da Silva de Castro pergunta: em que ponto da cronologia Skywalker se passa este seriado? Estima-se que os fatos ocorram cerca de cinco anos após os eventos retratados em “Star Wars – Episódio VI: O Retorno de Jedi” (1983).

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