O filme ‘A Corte’ mostra ao Brasil o grande ator que Fabrice Luchini é

O filme ‘A Corte’ mostra ao Brasil o grande ator que Fabrice Luchini é

Rodrigo Fonseca

09 de agosto de 2016 | 11h55


“A Corte” traz Fabricio Luchini na pele
de um juiz em xeque afetivo: prêmio de
melhor ator no Festival de Veneza

RODRIGO FONSECA

Responsável por alguns dos momentos mais hilários do Festival de Cannes deste ano, como um aristocrata bufão em Ma Loute, o parisiense Fabrice Luchini tornou-se um dos mais aclamados atores da França da atualidade, sobretudo após a consagração e os prêmios dados a ele por A Corte (L’Hermine), em cartaz no Brasil nesta quinta. No Festival de Veneza de 2015, esta agridoce história sobre justiça, desamor e encantos clandestinos rendeu a este ás da comédia a láurea de melhor interpretação masculina. De quebra, a mostra veneziana concedeu o galardão de melhor roteiro à produção, dirigida por Christian Vincent, do devastador Le Divorce (A Separação), de 1994. Visto por 745 mil pagantes em seu país de origem, este trabalho recente de Vincent foi um dos maiores destaques da mostra Varilux no Brasil.

“Cinema é uma brincadeira a ser jogada coletivamente, com espírito de equipe, a fim de entrar na loucura dos diretores”, definiu Luchini em entrevista em Cannes.  

Conhecido aqui por Dentro de Casa (2012) e As Mulheres do Sexto Andar (2010), ele se reinventa neste drama jurídico com sopros de lirismo, buscando imprimir uma aura de mistério à figura do juiz Michel Racine, famoso por ser um agente incorruptível da Lei. Sua vida é conduzida com absoluta rigidez moral até o dia em que ele se depara com uma paixão do passado (vivida pela atriz Sidse Babett Knudsen), integrante de um júri. Amor e dever vão se rivalizar enquanto Racine tenta domar seus sentimentos, sem se desligar de seus compromissos com a Justiça.

 “O cinema francês ainda é um canteiro de histórias sobre a condição humana”, disse Luchini na Croisette.

 No Rio de Janeiro, a França é a vedete de uma mostra no Cine Joia, nas filiais de Copacabana e do Rio Shopping – Jacarepaguá, com produções preciosas como Minha Alma Por Ti Liberta, de François Dupeyron, e O Caso SK1, de Frédéric Tellier.  O evento segue até o dia 17.

Ainda na safra da terra de Truffaut, esta quinta marca a estreia do filmaço de ação A Conexão Francesa (La French), com Jean Dujardin combatendo o tráfico de drogas nos anos 1970. É uma aula de representação da violência e da discussão do heroísmo.

 

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