Nos acordes de Jedi: ‘Star Wars in Concert’ chega em abril

Nos acordes de Jedi: ‘Star Wars in Concert’ chega em abril

Rodrigo Fonseca

11 de março de 2019 | 19h18

Rodrigo Fonseca
Só no dia 20 de dezembro os fãs de Luke Skywalker vão poder conferir o efeito prático da volta de J. J. Abrams à direção da franquia “Star Wars”. É ele quem comandará o nono episódio da saga, a fim de resolver os conflitos em torno da Força, envolvendo a Jedi Rey (Daisy Ridley) e o vilão Kylo Ren, o neto de Darth Vader, vivido por Adam Driver. Mas, até lá, os fãs brasileiros da saga vão ganhar – agora em abril – um mimo capaz de diluir, um bocado, a ansiedade da espera: um concerto sinfônico no Rio e em SP, em duo com uma exibição de “Uma Nova Esperança” (1977) em uma tela de 20×11 metros. A regência do concerto será feita pelo maestro Thiago Tibério, que contará com as partituras originais do filme, compostas por John Williams. Chamado de Star Wars in Concert, esse evento transmídia parte de uma iniciativa da Conexão Cultural, do produtor cultural Sergio Murilo, com mais de 25 anos de excelência nas artes. Serão duas apresentações: uma em São Paulo, no Allianz Parque, no dia 20 de abril; e uma no Rio, na Jeunesse Arena, no dia 27 do mesmo mês.

Thiago vive há muitos anos em Nova Iorque e, com indicação da Disney, rege os filmes da companhia em todo o mundo. Em São Paulo, o projeto contará com a Orquestra Sinfônica Villa Lobos, especialmente formada por músicos da OSESP (Orquestra Sinfônica de São Paulo) e OSMSP (Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo). Já no Rio, o concerto será com a presença da OSB (Orquestra Sinfônica Brasileira). Os ingressos já estão à venda pelo site: www.guicheweb.com.br/pesquisa/starwars.

Segundo o Maestro Thiago Tibério, John Williams, importantíssimo para a história da música em geral, é um dos únicos compositores ainda vivo da geração que reúne Alfred Newman, Max Steiner, Miklos Rozsa e Bernard Herrmann, que foram treinados em conservatórios e conhecem muito bem a música clássica, conhecem muito de orquestração, conhecem muito sobre todos os outros gêneros de música. “Eles têm uma paleta grande de possibilidades e de ferramentas, que podem utilizar nas composições. E a composição é um tipo de escrita que é muito melódica, onde se usa muito a temática, os leitmotiv que vêm de Richard Wagner”, diz Tibério. “A geração mais nova de compositores, por causa talvez dos diretores de cinema ou de certos compositores como Hans Zimmer, já não usam tanto a parte melódica. Então, filmes como “Batman: The Dark Knight” ou “Inception”, bem mais modernos, não usam essa parte melódica nas composições. São mais texturais, sonoros… Os diretores pedem isso para não se interferir muito na parte visual do filme. John Williams, em certas músicas, como a trilha sonora do filme “Catch Me If You Can”, prova, realmente, que é um compositor de mão cheia e que ele pode escrever música clássica tão bem quanto ele pode escrever música para cinema. É uma composição de um mestre. Ele é uma grande estrela dentro dessa lista bem grande de compositores importantes na história da música”.

Pra quem curte ler “Star Wars” no formato HQ, o recente encadernado da série “Darth Vader”, aqui batizado “Fim dos Jogos”, mostra um inusitado amadurecimento do lorde mais temido do Império.

p.s.1: Ímã de críticas elogiosas em sua passagem pelos cinemas brasileiros, o documentário “O Desmonte do Monte”, com roteiro e direção de Sinai Sganzerla, foi selecionado entre 1.300 obras inscritas para a participar do 31º Festival Cinelatino – Encontros de Toulouse, que será realizado de 22 a 31 de março na cidade francesa, com 80 filmes em sua programação oficial. É o único documentário brasileiro em competição este ano. O longa-metragem vai concorrer com outros seis filmes: “Algo quema”, de Mauricio Ovando (Bolívia); “Cuando cierro los ojos”, de Sergio Blanco e Michelle Ibaven (México); “La asfixia”, de Ana Isabel Bustamante (Guatemala); “Los reyes”, de Bettina Perut e Iván Osnovikoff (Chile); ‘Miserere’, de Francisco Ríos Flores (Argentina) e ‘The smiling Lombana’, de Daniela Abad Lombana (Colômbia). As obras vão disputar as láureas de Melhor Documentário, Prêmio do Júri Popular, Prêmio da Audiência Jovem (Prix des Lycéens) e prêmio SIGNIS, de natureza ecumênica.

p.s.2: Em tempos de “Umbrella Academy”, vale prestar atenção a um produto do selo DC que já está em nossas bancas e gibiterias: “Senhor Milagre”. Baseada nas aventuras do maior artista de fugas do universo do Aquaman, Batman & Cia., esta premiada série de aventuras do prestidigitador Scott Free, o Sr. Milagre, conquistou o Eisner Award, o Oscar das HQs, de melhor autor (Tom King) e melhor ilustrador/colorista (Mitch Gerards). Com humor e muito suspense, a trama narra o impasse deste subestimado herói, criado nas sombras do vilão Darkseid, para escapar de um desafio que ameaça o equilíbrio do universo. King resgata uma comicidade típica de chanchada que cercava o personagem nos anos 1980, explorando a psiquê de um vigilante cujo poder vem da destreza. As viradas de roteiro são eletrizantes.