Névoas de Romain Duris no Varilux

Névoas de Romain Duris no Varilux

Rodrigo Fonseca

09 Junho 2018 | 12h00

Romain Duris e Olga Kurylenko são um casal às voltas com uma névoa que causa morte nas ruas de Paris em “O Último Suspiro”: sci-fi afetivo


Rodrigo Fonseca

Nunca o Festival Varilux acertou tanto (e tão bem) na pluralidade de gêneros como fez este ano, em que o primeiro achado aqui do P de Pop na maratona anual de cinema francês foi uma ficção científica fantasiada de filme-catástrofe: Dans La Brume, de Daniel Roby. É bom ver o galã feio Romain Duris exercitar seu carisma com empenho dramático depurado. Com o título em português de O Último Suspiro, esta produção dirigida pelo fotógrafo e realizador de ótimos episódios da série Versailles aposta no catastrofismo para discutir medidas extremas em situações de crise. Estamos diante de uma Paris futurista, vista do lar de uma menina cuja deficiência de anticorpos a confina numa bolha protetora, amparada pelo amor cientificista da mãe (Olga Kurylenko, uma atriz ainda pouco valorizada) e pelo carinho descabelado de seu pai (Duris). Um terremoto na cidade gera um nevoeiro que engolfa toda a capital francesa. Há na bruma um componente químico fatal. A tarefa dos protagonistas será sobreviver e proteger a guria. Embora o roteiro seja muito repetitivo em certas situações de perigo, os efeitos especiais surpreendem para o padrão da França nas telas. Tem dose extra dele nesta segunda, 16h25, no Estação Net Ipanema, e nesta terça, às 20h, no Cinestar Laura Alvim.

p.s.: Neste sábado, às 17h, no Rio, Clotilde Hesme vai bater papo com o público do Odeon, na grade do Varilux, a fim de explicar seu desempenho no filme O Poder de Diane.