Nem tubarão resiste ao sopapo de Jason Statham

Nem tubarão resiste ao sopapo de Jason Statham

Rodrigo Fonseca

25 de outubro de 2021 | 15h04

Jason Statham é dublado pelo genial Armando Tiraboschi mesmo no fundo do mar

RODRIGO FONSECA
Tem um Jason Statham dos bons nesta “Tela Quente”: às 23h10 desta segunda vai ser exibido “Megatubarão” (“The Meg”), com Armando Tiraboschi dublando o ator inglês, considerado o maior ferrabrás da pancadaria no cinema pop. A trama se passa na fossa mais profunda do Oceano Pacífico, onde a tripulação de um submarino fica presa dentro do local após ser atacada por uma criatura pré-histórica que se achava estar extinta. Trata-se de um tubarão de mais de 20 metros de comprimento, o Megalodon. Para salvá-los, oceanógrafo chinês contrata Jonas Taylor (Statham, num banho de carisma), um mergulhador especializado em resgates em água profundas que já encontrou com a criatura anteriormente. Seu orçamento: US$ 130 milhões. Seu faturamento: US$ 530,2 milhões. Foi um projeto desenvolvido para arrematar uma parceria entre a China e Hollywood, usando o prestígio popular de Statham como um chamariz de plateias. E já há uma parte dois encomendada. O Maciste britânico cai nela assim que terminar seu compromisso com “Os Mercenários 4”, ao lado de Sylvester Stallone.
“Eu estou acostumado a filmes que têm uma dimensão cômica ácida, de muitos excessos formais, explícitos na ação”, disse Statham ao Estadão, via Zoom.
Craque no futebol, medalhista da Seleção Britânica de Mergulho e ás em lutas (caratê, Kung Fu e kickboxing), Statham teve todas as chances para fazer história no esporte até que um conterrâneo, o diretor Guy Ritchie, convidou-o para participar do elenco de “Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes”. Era uma produção de orçamento microscópico (cerca de 900 mil libras) para os padrões audiovisuais dos anos 1990. Mas para Statham que, até então, só havia sido clicado por câmeras fotográficas em treinos esportivos e numa curta empreitada como modelo das grifes Tommy Hilfiger e Levi’s, os sets de Ritchie pareciam superprodução. Em 1998, seu filme de estreia virou um hit, ganhou status de cult, transformou Ritchie numa promessa autoral e deu a seus atores uma chance de brilhar.

Alguns integrantes daquele elenco fizeram blockbusters em Hollywood, mas não se firmaram (caso de Jason Flemyng e Vinnie Jones); o colega Dexter Fletcher emplacou uma trajetória milionária como diretor (“Rocketman”) e como produtor (“Bohemian Rhapsody”); mas, deles, só Statham virou astro. Aliás, um dos mais populares que o cinema de ação já conheceu. Basta ver seus números de bilheteria.
Na ponta do lápis, de 2002, quando estreou a trilogia “Carga Explosiva”, até 2019, quando foi visto em “Velozes & Furiosos: Hobbs & Shaw”, o rol de filmes estrelados por Jason faturou cerca de US$ 1,6 bilhão. Some aí a receita mastodôntica de seu mais recente trabalho: o thriller policial “Infiltrado” (“Wrath of Man”), também de Ritchie, que arrecadou US$ 103,9 milhões. Já é possível vê-la… ou revê-la… no Amazon Prime.

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