My French Film Festival no Reserva Imovosion

My French Film Festival no Reserva Imovosion

Rodrigo Fonseca

20 de janeiro de 2022 | 12h45

“Embarque” entrou na lista de 10 Mais da “Cahiers du Cinéma”

RODRIGO FONSECA
Zapeando o menu do Reserva Imovision, a plataforma de Jean Thomas Bernardini, à cata de cults de Nanni Moretti como “Eu Sou Autossuficiente” (1976), “Ecce Bombo” (1981) e “Sonhos de Ouro” (1983), o P de Pop esbarrou com a chance de conferir o My French Film Festival 2022 todinho pelo streaming franco-brasileiro. Se você nunca ouviu falar no evento, hoje em sua 12ª edição, iniciada em 14 de janeiro, no ar até 14 de fevereiro, fica ligado em seu cardápio. É uma nação que nasceu em paralelo ao fórum Rendez-Vous Avec Le Cinéma Français. Esse é o nome de uma maratona promocional de venda de filmes (vitaminada por encontros com a imprensa) realizada anualmente, todo mês de janeiro, pela Unifrance. Essa é a instituição da França que promove a circulação mundial dos filmes rodados em Paris, Nice, Marselha, Lyon e arredores país pelo mundo. Além desse bate-papo com repórteres e críticos, a instituição realiza uma mostra online, aberta ao público, com direito a premiações por júri oficial e júri popular, com curtas e longas. Basta clicar https://www.myfrenchfilmfestival.com/pt/ para acessar o conteúdo do evento. Ou ir no https://www.reservaimovision.com.br/

Premiado na Berlinale de 2018 por “A Prece”, Anthony Bajon estrela “Teddy”, uma trama sobre lobisomem à francesa

A seleção deste ano vai apresentar pérolas como “Calamidade” (“Calamity, une enfance de Martha Jane Cannary”), um western animado de Rémi Chayée, e “Charuto de Mel” (“Cigare au Miel”), drama da cineasta Kamir Aïnouz, exibido em Veneza, em 2020. O Estadão destaca aqui três atrações imperdíveis dessa seleção:
“Teddy”, de Ludovic et Zoran Boukherma
Nos Pirineus, um lobo atiça a raiva dos habitantes de uma localidade. Teddy, 19 anos, sem diploma, vive com o tio adotivo e trabalha em um salão de massagens. Sua namorada, Rebecca, vai prestar o exame nacional, com perspectivas de um futuro brilhante. Para eles, anuncia-se pela frente um verão tranquilo. Mas em uma noite de lua cheia, Teddy é arranhado por um estranho bicho. Nas semanas seguintes, ele é tomado por curiosos impulsos animais… O desempenho de Anthony Bajon (de “A Prece”) no papel título é… animal.
“O Céu de Alice” (“Sous Le Ciel d’Alice”), de Chloé Mazlo
Nos anos 1950, a jovem Alice (Alba Rohrwacher) troca a Suíça pelo Líbano, um país ensolarado e exuberante. Lá, ela se apaixona por Joseph (Wajdi Mouawad, o autor da peça “Incêndios”), um esperto astrofísico que tem o sonho de enviar ao espaço o primeiro libanês. Alice encontra rapidamente o seu lugar na família deste último. Mas depois de alguns anos de felicidade plena, a guerra civil invade seu paraíso.
“Embarque” (“À l’abordage”), de Guillaume Brac
Paris, uma noite de agosto. Um rapaz conhece uma garota. Eles têm a mesma idade, mas não pertencem ao mesmo mundo. Félix trabalha; Alma sai de férias no dia seguinte. Pouco importa. Félix resolve se juntar à Alma do outro lado da França. De surpresa. Ele leva junto o seu amigo Chérif, porque, em dupla, fica mais divertido. E como não têm carro, fazem a viagem com Édouard. Obviamente, nada sai como planejado. Poderia ser de outra forma, quando você considera os seus sonhos a realidade? A produção entrou na lista dos 10 Mais da revista “Cahiers du Cinéma”.

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