Mohammad Rasoulof nas grades da intolerância

Mohammad Rasoulof nas grades da intolerância

Rodrigo Fonseca

09 de março de 2020 | 10h40

Rodrigo Fonseca
Escandalizado pela condenação de Mohammad Rasoulof a um ano de prisão, depois da vitória de seu acachapante “There Is No Evil” na Berlinale, de onde saiu com o Urso de Ouro, o cinema se mobiliza em múltiplas ações para libertar o realizador e impedir que sua situação piore, ao mesmo tempo em que promove uma triagem da atual situação de seus principais diretores. Asghar Farhadi está começando neste semestre a filma “A Hero”. Jafar Panahi segue ainda às voltas com a carreira mundial de “3 Faces”, que deu a ele o prêmio de melhor roteiro em Cannes em 2018. Samira Makhmalbaf, dona de uma obra fascinante, há tempos não nos dá nenhum novo filme, pelo menos não desde “O Cavalo de Duas Pernas” (2008). Já seu pai, Mohsen Makhmalbaf, prepara “Les Vancances” para o fim do ano. Já o queridinho de Berlim Mani Haghighi tem uma comédia nova à vista. O governo do Irã pode até tentar, mas não vai conseguir calar seus artesãos.
p.s.: Nesta madrugada, à 1h50, a Globo exibe “Tenha Fé” (2000), o primeiro longa-metragem dirigido pelo ator Edward Norton, centrado num triângulo amoroso relacionado a práticas religiosas. Na trama, um padre (Norton) e um rabino (Ben Stiller, em inspirada atuação) caem de amor por uma amiga de infância (Jenna Elfman).

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