Melhores dublagens de 2019 e o milagre Hawke

Melhores dublagens de 2019 e o milagre Hawke

Rodrigo Fonseca

02 de janeiro de 2020 | 10h57

“Stockholm”: Ethan Hawke é dublado por Alexandre Moreno

Rodrigo Fonseca
Já que é tempo de balanços, o P de Pop do Estadão abre 2020 com uma lista das dez melhores atuações em dublagem do ano que acabou, incluindo cinema, cabo e streaming. Eis o ranking:
1.Hélio Ribeiro, como Arthur Fleck (Joaquin Phoenix) em “Coringa”
2.Márcia Morelli, como Angela Abar (Regina King), em “Watchmen”
3.Mônica Rossi, como Morticia Addams (Charlize Theron), em “A Família Addams”
4.Élida L’Astorina, como Audrey (Jennifer Aniston) em “Mistério no Mediterrâneo”
5.Mario Jorge Andrade, como Tom Hagerty (Sean Penn) em “The First – Viagem a Marte” e como Rudy Ray Moore (Eddie Murphy) em “Meu Nome É Dolemite”
6.Alexandre Moreno, como Nick (Adam Sandler) em “Mistério no Mediterrâneo” e como Lars (Ethan Hawke) em “Stockholm”
7.Geisa Vidal, como Joan (Glenn Close) em “A Esposa”
8.Marco Antonio Costa, como Roy McBride (Brad Pitt) em “Ad Astra”
9.Élcio Romar, como Sandy (Michael Douglas) em “O Método Kominsky”
10.Christiano Torreão, como Rick Dalton (Leonardo DiCaprio) em “Era uma vez em Hollywood”
E vale um elogio à parte, pelo conjunto da obra, como dublador e diretor de dublagem, para Wendell Bezerra, que renovou nossa percepção de Goku em “Dragon Ball Z: Super Broly”, um fenômeno de bilheteria no Brasil.Fica registrado ainda um “prêmio especial de afeto” aqui do P de Pop pelo desempenho de Guilherme Briggs como Henry Cavill em “The Witcher”, sempre desafiando nossas convicções acerca de entonações épicas. E Briggs teve a dádiva de contracenar com o vulcânico Luiz Carlos Persy, o locutor do Canal Brasil, a seu lado na série.

p.s.: Falando de dublagem, esta noite, às 22h20, a TV Globo exibe “A Bela e a Fera” (“Beauty and the Beast”, 2017), de Bill Condon, com Giulia Nadruz emprestando a voz de veludo a Emma Watson e Fábio Azevedo dublando Dan Stevens. Orçado em US$ 160 milhões, o longa faturou cerca de US$ 1,2 bilhão.

p.s.2: Já que citamos o desempenho do midas do gogó Alexandre Moreno em “Stockholm”, não há como não puxar as orelhas do circuito exibidor nacional pela ausência em telonas dos grandes trabalhos recentes do ator Ethan Hawke. Ele é um sol no papel do assaltante de banco Lars neste thriller de Robert Budreau (com quem fez o memorável “Chet Baker: A Lenda do Jazz”), sobre um criminoso que estabelece uma relação de desejo (correspondida) por sua refém, vivida por Noomi Rapace. E não há como entender o vácuo deixado pela falta de “Fé Corrompida” (“First Reformed”), de Paul Schrader, em nossos cinemas. Nessa joia, que a Rede Telecine abraçou pra si, ele também é dublado por Moreno.

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