‘Medusa’ vence o Festival do Rio

‘Medusa’ vence o Festival do Rio

Rodrigo Fonseca

20 de dezembro de 2021 | 01h48

RODRIGO FONSECA
Encerrado na madrugada de domingo, após uma projeção do palavroso “Beco do Pesadelo”, de Guillermo Del Toro (uma decepção!), o 23º Festival do Rio chegou ao fim com uma ovação para a vitória de “Medusa”, de Anita Rocha da Silveira, na seleção competitiva da Première Brasil. Coube a ele uma trinca de láureas, na forma do troféu Redentor: a de melhor filme, direção (em que Anita empatou com Laís Bodanzky, por “A Viagem de Pedro”) e atriz coadjuvante, dado a Lara Tremouroux. Único longa brasileiro de ficção a ser projetado em Cannes este ano, na Quinzena dos Realizadores. A fotografia de João Atala tinge o Rio com um colorido inusitado nessa investigação sobre um mito da potência feminina em meio a um rito fundamentalista evangélico que pune mulheres que exercitam o desejo fora dos desígnios de uma moral religiosa. Marilia Moraes assina a montagem. Badaladíssimo no evento, “Medida Provisória”, de Lázaro Ramos, ganhou o Prêmio Especial do Júri, o que coroa sua corajosa abordagem para as lutas antirracistas, a partir de uma distopia. Entre os filmes que saíram do evento com status de “obra-prima”, “Uma Baía” rendeu a Murilo Salles o prêmio de melhor direção de .docs e garantiu para si o Redentor de melhor montagem, dado a Eva Randolph.

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