Marcatti, a mariposa da HQ brasileira, bate suas asas para o nosso bom humor

Marcatti, a mariposa da HQ brasileira, bate suas asas para o nosso bom humor

Rodrigo Fonseca

02 Outubro 2015 | 14h43

Marcatti em ação

Marcatti em ação

Super-herói do quadrinho independente nacional, no qual reina absoluto como Papa da Escatologia, Marcatti está de gibi novo na praça: Lasca de Quirica. O projeto fala de seus assuntos do coração: sexo, excrementos, espinhas, timidez, bem-querer. São historietas, concebidas por ele e colegas, reunidas numa coletânea de humor.

“Desde 1991, quando fiz Creme de Milho com Bacon, fui me dedicando a HQs longas no formato de pequenas novelas gráficas. É, de fato, um formato fascinante. Ao longo desses anos, produzi Mariposa (80 páginas), A Relíquia (192 páginas), toda a série de 12 aventuras de Frauzio (entre 24 e 70 páginas cada), isso tudo até agosto deste ano, quando lancei Cavacos, minha nova novela com 90 páginas. No processo de finalização deste último livro, senti saudades do tempo em que produzia a revista Lôdo (assim mesmo com “ô”), Mijo etc. Eram histórias curtas e alucinadas. Histórias rápidas e extremamente estimulantes de fazer. Foi quando decidi lançar esta nova revista”, conta Marcatti.

Capa_Quirica_1 Lasca de Quirica

Seu processo é de ofensiva-relâmpago: “Em pouco mais de um mês, produzi seis HQs, fiz as capas da nº 1 e nº 2 e, para cada edição, convidei um quadrinhista com temáticas ou abordagens viscerais como eu sentia falta de fazer”, explica Marcatti. “Todas as HQs deste número 1 foram produzidas entre final de agosto e meados de setembro deste ano. A edição é toda minha independente e impressa na minha boa e velha Multilith de 1954”.

Marcatti já até antecipou a continuação do projeto. “Curiosamente, a capa da nº 2 já está impressa enquanto que, a partir de amanhã, começo a produzir as HQs de seu conteúdo. O que me é mais precioso dentro do cenário atual das HQs brasileiras, em especial na vasta produção independente, é a diversidade de gêneros, traços, temas e soluções gráficas e editoriais. Com uma pequena ponta de pretensão, projetei Lasca de Quirica como forma de celebrar o humor ácido e virulento que de velocidade quase jornalística dos anos de 1980. Daí a disposição em fazê-la bimestral, com a vantagem que a distribuição independente proporciona, que é disponibilizar sempre e, a qualquer tempo, todos os números que daqui em diante forem editados”.

Lasca de Quirica Marcatti

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