‘Mandy’: Nicolas Cage em seu lado mais B

‘Mandy’: Nicolas Cage em seu lado mais B

Rodrigo Fonseca

27 Junho 2018 | 13h28

Nicolas Cage tem uma vingança contra o Além em “Mandy”, sucesso em Cannes

Rodrigo Fonseca
Aos 54 anos, prestes a realizar o sonho de ser o Super-Homem, ainda que só na voz, dublando o kryptoniano no desenho animado “Os Jovens Titãs em Ação! Nos Cinemas”, Nicolas Cage faz anualmente uma média de cinco longas-metragens por ano, muitos deles de quinta categoria. Problemas orçamentários e uma dívida de milhões obrigaram o oscarizado astro de Despedida em Las Vegas (1995) a filmar sem parar. Mas vem coisa boa dele por aí, embora não para todos os gostos. Desacreditado aos olhos de Hollywood dada a quantidade de produções classe B que aceita fazer, por um punhado de $, Cage viveu momentos de glória no Festival de Cannes, em maio, ainda que pelo filme mais B do evento. Importado de Sundance, o thriller de horror Mandy é um daqueles longas-metragens que nascem cult de tão trash.

Dirigido por Panos Cosmatos (cujo pai, George, foi o realizador da iguaria Stallone Cobra), esta trama de vingança, nas raias do sobrenatural, conjuga todos os verbos da cartilha do terror gore. Tem duelo de serra elétrica, garganta perfurada, cabeças esmigalhadas, corpos queimados. Enfim, uma festa para quem gosta de espetáculos visuais gastroenterológicos, com um diferencial: traz o ator num desprendimento raro. A Universal acaba de divulgar seu trailer, confirmando a estreia do longa-metragem de Cosmatos em circuito. Na trama, uma seita religiosa meio hippie, meia demoníaca, põe fogo na namorada de Cage. Com uma besta, uma alabarda e uma serra, ele vai clamar por vingança. E voam coágulos pelo ar.