Mais três filmes brasileiros em Berlim

Mais três filmes brasileiros em Berlim

Rodrigo Fonseca

25 Janeiro 2017 | 10h47

Dirigido pelo italiano Luca Guadagnino,

Dirigido pelo italiano Luca Guadagnino, “Call Me By Your Name” é produzido pela RT Features, de Rodrigo Teixeira

RODRIGO FONSECA

Mais três produções de DNA brasileiro foram escaladas para a 67ª edição do Festival de Berlim (9 a 19 de fevereiro), movimentando a presença da língua portuguesa e a participação da América Latina na seção Panorama. Foram anunciadas nesta quarta as participações do longa-metragem Como Nossos Pais, de Laís Bodanzky, e do curta Vênus – Filó a Fadinha Lésbica, de Sávio Leite. E tem dedo brasileiro também em Call Me By Your Name, o novo trabalho do italiano Luca Guadagnino (de Um Sonho de Amor), cuja produção é assinada pelo carioca radicado em SP Rodrigo Teixeira, a partir de sua RT Features, a mesma de sucessos como Alemão (2014). O drama de tintas LGBT da RT traz o galã Armie Hammer (de O Agente da U.N.C.L.E.) no elenco.

 

Desde 2008, ano da vitória de Tropa de Elite na Berlinale, não se via uma esquadra brasileira tão ampla no evento germânico. Até o momento, contando com o filme de Laís, a participação brasileira – falando português – inclui nove longas, três curtas e mais a produção Brasil-Itália-França-EUA de Guadagnino. Na competição oficial concorre Joaquim, de Marcelo Gomes, sobre os bastidores da Inconfidência Mineira. Na seção Panorama, ainda não completa, entraram Pendular, de Julia Murat, e Vazante, de Daniela Thomas. Na mostra Geração, estão A Mulher do Pai, de Cristiane Oliveira; As Duas Irenes, de Fábio Meira; e Não Devore Meu Coração, de Felipe Bragança. E João Moreira Salles lançará o seu No Intenso Agora por lá no Panorama Dokumente, encerrando um jejum de dez anos sem lançar filmes depois da consagração de Santiago. No Fórum entrou ainda Entraram ainda no festival os curtas Estás Vendo Coisas, de Bárbara Wagner e Benjamin de Burca (este na briga pelo Urso de Ouro) e Em Busca da Terra Sem Males, de Anna Azevedo (que ficou na mostra Generation KPlus. Até sexta ainda tem programação para ser anunciada.

 

Laureado no dia 8 com o Globo de Ouro de melhor filme estrangeiro por Elle, o diretor holandês Paul Verhoeven presidirá o júri da briga pelo Urso de longas. A seleção dos curtas a serem premiados será feita por um time de jurados composto por  Christian Jankowski, professor na Stuttgart State Academy of Art and Design, pela curadora do Metropolitan Museum of Art de Nova York Kimberly Drew e pelo pelo director artístico do SANFIC Santiago International Film Festival, o pesquisador Carlos Núñez.