Mais Brasil na Berlinale: .doc sobre Dilma e ‘Tinta Bruta’

Mais Brasil na Berlinale: .doc sobre Dilma e ‘Tinta Bruta’

Rodrigo Fonseca

25 Janeiro 2018 | 10h24

“O Processo”, de Maria Augusta Ramos

Rodrigo Fonseca
Chegaram reforços para a esquadra brasileira no 68º Festival de Berlim (15 a 25 de fevereiro): a mostra Panorama abriu espaço nobre para um documentário sobre o impeachment de Dilma Rousseff e para a nova ficção do casal de Beira-Mar (2015). O .doc é O Processo, uma coprodução entre Brasil, Holanda e Alemanha dirigida por Maria Augusta Ramos (do genial Futuro Junho). Nosso novo representante ficcional é Tinta Bruta, de Marcio Reolon e Filipe Matzembacher. Nesta seleção, há outros brasileiros: Karim Aïnouz (com Central Airport THF ou Aeroporto Central), Luiz Bolognesi (Ex-Pajé) e Cláudia Priscila e Kiko Goifman (Bixa Travesti).

Sob nova direção após 30 anos de prestígio internacional, o Panorama berlinense este ano terá o reforço de um mestre asiático: o coreano Kim Ki-Duk (de Pietà) e seu inédito Human, Space, Time and Human, reflexão metafísica sobre o vazio nas relações humanas. Uma das atrações mais esperadas da mostra é a produção inglesa Yardie, drama criminal dirigido pelo astro Idris Elba (A Torre Negra).

Para sua abertura, o Festival de Berlim escalou a animação Ilha de Cachorros, de Wes Anderson, que entrou em competição. Concorrem com ele longas esperados como Don’t Worry, He Won’t Get Far On Foot, do americano Gus Van Sant; Eva, do francês Benôit Jacquot; e Season of the Devil, do filipino Lav Diaz.