‘Livezinha’ na marchinha do teatro infantil

‘Livezinha’ na marchinha do teatro infantil

Rodrigo Fonseca

14 de abril de 2021 | 10h08

“O Menino das Marchinhas – Braguinha para Crianças” no palco e na live – foto de Diego Morais

Rodrigo Fonseca
Batendo um papo com Rachel Almeida, hoje uma das mais argutas fontes de informação sobre as artes cênicas no país, sobre a passagem de “Zimba”, de Joel Pizzini, esta noite no festival É Tudo Verdade, o P de Pop se depara com novidades na seara mirim da criação teatral no país, que resiste em plena pandemia. Segundo Rachel, as “livezinhas”, um sucesso no ano passado, em sua abordagem temática do projeto Grandes Músicos para Pequenos, estão de volta a partir deste domingo. O circuito dessas pequenas grandes lives para pequenas grandes plateias abre neste 18 de abril (18/04), às 16h, com a apresentação do premiado espetáculo “O Menino das Marchinhas – Braguinha para Crianças”. Com direção de Diego Morais e roteiro de Pedro Henrique Lopes, o programa vai reunir trechos pré-gravados do musical infantil e quadros inéditos para toda a família. A livezinha faz parte do projeto Diversão em Cena e vai ser exibida em sua página do Facebook (facebook.com/DiversaoEmCena), e pelo canal no Youtube da Fundação ArcelorMittal (www.youtube.com/FundacaoArcelorMittal), com patrocínio da ArcelorMittal, através da Lei de Incentivo à Cultura, da Secretaria Especial de Cultura, do Ministério do Turismo e do Governo Federal. Do mesmo projeto, o espetáculo “Pimentinha – Elis Regina para Crianças” está em temporada virtual até dia 25/04, com ingressos pelo Sympla (www.sympla.com.br/grandesmusicosparapequenos)
“O Menino das Marchinhas – Braguinha para Crianças” conta a história de Carlinhos, um garoto que ouvia música em todo lugar por onde passava. A avó, pianista clássica, sempre estimulava a musicalidade do menino, mas o pai era contra. Carlinhos se junta a alguns amigos de escola e começa a criar belas canções de Carnaval. De forma engraçada e emocionante, a peça trata de temas como o valor da família, da amizade e das relações humanas, a perseverança na busca por um sonho, a criatividade e a cooperação artística entre as crianças. Na trilha sonora, sucessos como “Balancê”, “Cantores do Rádio”, “Pirulito que bate”, “Carinhoso”, “Chiquita Bacana”, “Pirata da Perna de Pau”, “Tem Gato na Tuba” e “Yes, nós temos bananas” transportam o público aos divertidos carnavais de rua da década de 1920.

Com sua argúcia de Panda, Rachel inquiriu o P de Pop sobre Zimba”, para saber mais sobre a atração desta noite na competição do É Tudo Verdade, valorizando a direção inventiva de Joel Pizzini, um artesão do etnopoema no documentário nacional. O novo trabalho do realizador de “500 Almas” (2004) é um dos exercícios de montagem mais lúdicos do cinema brasileiro recente, com toda a elegância da editora Idê Lacreta potencializada pela edição de som e mixagem de Ricardo Reis Chuí e Miriam Biderman. Famoso por seu cinema etnopoético, vide “500 Almas” (2004), Pizzini faz agora um estudo do teatro brasileiro a partir da marca de modernidade impressa pelo ator e encenador de origem polonesa Zbigniew Ziembinski (1908-1978), em sua luta para renovar os palcos.

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