Jackie Chan, o Oscarito das artes marciais

Jackie Chan, o Oscarito das artes marciais

Rodrigo Fonseca

28 de abril de 2020 | 14h44

Aos 66 anos, Jackie Chan arrebatou os EUA em 1995 em “Arrebentando em Nova York”, atração do SBT desta noite

Rodrigo Fonseca
Chanchada marcial, com um pé nos “Trapalhões” noutro em “Karate Kid”, o misto de ação de comédia “Arrebentando em Nova York” (“Rumble in the Bronx”, 1995) foi um divisor de águas na seara dos thrillers, em meados da década de 1990, ao importar talentos chineses para Hollywood e para a seara B do cinema americano. Foi ali que a indústria do audiovisual hollywoodiana foi apresentada a Chan Kong-sang, mítico ator, dublê e diretor, hoje com 66 anos. Se o nome não te soou familiar, basta recorrer a seu pseudônimo: Jackie Chan. Dublado no Brasil por Marcelo Pissardini, o astro foi dirigido por Stanley Tong nesta trama divertida, que o SBT exibe nesta terça-feira, às 23h15. Nele, Chan é Keung, um ás de lutas que deixa sua pacata vidinha na Ásia para visitar os EUA, a fim de ajudar o mercadinho de seu tio a prosperar. Mas, em solo americano, a loja de seus parentes é brutalizada por uma gangue de criminosos. Para dar cabo dos malfeitores, Keung usa toda a sorte de golpes que as Leis da Física podem possibilitar. Orçada em US$ 7,5 milhões, a produção faturou US$ 32 milhões nas bilheterias.

Este ano, no European Film Market (EFM) do Festival de Berlim, Chan brilhou como protagonista de “Vanguard”, também de Tong. O projeto se candidata ao posto de maior bilheteria da China neste primeiro semestre. A trama é vitaminada por situações mirabolantes de luta e de troca de tiros para narrar a luta de um esquadrão tático contra mercenários.

p.s.: Até 25 de agosto, o site www.festivalvariluxemcasa.com.br vai exibir 50 longas-metragens franceses de sucesso, entre eles “Tour de France”, de Rachid Djaidani. Nele, Gérard Depardieu contracena com o rapper Sadek, numa saga sobre os efeitos da xenofobia na França. Sadek vive o músico Far’Hook, que é obrigado a sumir de Paris por conta de uma rixa que pode custar sua vida. Seu produtor é filho de um aposentado apaixonado por pintura, o aspirante a artista plástico Serge (papel de Gérard) que vive no interior e que pode proteger o rapaz. Juntos, os dois vão ter que superar sua diferenças. “Histórias geracionais desse naipe afetivo me mostram como pensam os jovens da França hoje e me ajudam a entender os rumos que meu país de origem tomou”, disse Depardieu ao P de Pop.

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