Jackie Chan em marcha para o Oscar

Jackie Chan em marcha para o Oscar

Rodrigo Fonseca

21 de julho de 2020 | 13h22

Jackie Chan estrela “Espião por Acidente”, que o SBT exibe esta noite

Rodrigo Fonseca
Laureado com um Oscar honorário em 2017, Chan Kong-sang, mítico ator, dublê e diretor, hoje com 66 anos, mais conhecido pelo pseudônimo Jackie Chan, pode ser uma peça fundamental no empenho da indústria cinematográfica anglo-americana para estreitar laços com a China. Seu novo trabalho na direção, “The Diary”, vem sendo encarado como uma aposta quente para os prêmios a serem concedidos pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood em 2021. Nele, Chan recria a Xangai dos anos 1930, para narrar o drama romântico de um jovem que deixa sua pátria e viaja pela Europa em busca de seu grande amor. O sucesso do longa pode catapultar a reputação do astro como realizador, uma vez que seu trabalho por trás das câmeras é mais conhecido na Ásia. Seu maior cult como cineasta é “Police Story: A Guerra das Drogas” (1985). Esta noite ele será visto na TV, no SBT, às 23h10, em “Espião por Acidente” (“The Accidental Spy”, 2001), de Teddy Chan. Dublado por Tatá Guarnieri, Jackie vive um sujeito pacato que, após deter um assalto, é obrigado a trabalhar como agente secreto em uma jornada que o leva a Istambul.

Nos EUA, o sucesso de Chan veio em 1995, com o doce “Arrebentando em Nova York”. Chanchada marcial, com um pé nos “Trapalhões” noutro em “Karate Kid”, o misto de ação de comédia “Rumble in the Bronx” (título original) foi um divisor de águas na seara dos thrillers, em meados da década de 1990, ao importar talentos chineses para Hollywood e para a seara B do cinema americano. Foi Dublado no Brasil por Marcelo Pissardini, o astro foi dirigido por Stanley Tong nessa trama divertida. Nele, Chan é Keung, um ás de lutas que deixa sua pacata vidinha na Ásia para visitar os EUA, a fim de ajudar o mercadinho de seu tio a prosperar. Mas, em solo americano, a loja de seus parentes é brutalizada por uma gangue de criminosos. Para dar cabo dos malfeitores, Keung usa toda a sorte de golpes que as Leis da Física podem possibilitar. Orçada em US$ 7,5 milhões, a produção faturou US$ 32 milhões nas bilheterias.
Este ano, no European Film Market (EFM) do Festival de Berlim, Chan brilhou como protagonista de “Vanguard”, também de Tong. A trama é vitaminada por situações mirabolantes de luta e de troca de tiros para narrar a luta de um esquadrão tático contra mercenários.

p.s.: Laureado com os Oscars de melhor montagem, mixagem de som e ator coadjuvante, para J.K. Simmons, “Whiplash: Em Busca da Perfeição”, lançado em Cannes em 2014, vai ser exibido esta madrugada na Globo, às 2h10. Damien Chazelle despontou para o estrelato, como diretor, ao pilotar o drama (narrado com ritmo de thriller) de um percussionista em formação (Miles Teller) que encara um professor abusivo, vivido por um Simmons em estado de graça. Quem faz a voz de J.K. na versão brasileira é uma lenda da dublagem: Antônio Moreno.

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