Igor Cotrim bem ‘Amado’ nas telas e na TV

Igor Cotrim bem ‘Amado’ nas telas e na TV

Rodrigo Fonseca

12 de junho de 2022 | 11h27

Celebrizado como Boca em “Sandy & Júnior”, Igor Cotrim brilha como Sargento Cunha em “Amado”

RODRIGO FONSECA
Encarnação do Mal em “Amado”, thriller policial com CEP no Distrito Federal, pilotado por Edu Felistoque e Erik de Castro, já em cartaz, Igor Cotrim – o Boca da série “Sandy & Júnior” – tem surpreendido o cinema com a força de sua caracterização da ala corrupta da polícia brasileira. É mais um grande papel (e um trabalho de alto quilate dramático) de um ator que conquistou os holofotes há 12 anos, à frente de “Elvis e Madona”. Brilhou ainda em “Os Príncipes”, de 2018. Seu desempenho como Sargento Cunha, enfrentando a honestíssima máquina de guerra Amado (Sérgio Menezes, num show de atuação), coincide com uma fase de sucesso de Cotrim na TV, nas tramas bíblicas da Record. Esta tarde, ele e a atriz Adriana Lessa (que brilhou na novela “O Clone” e no programa “Na Moral”, de Pedro Bial, numa delicada participação) vão estar no Shopping Bonsucesso, em Guarulhos (SP), divulgando o longa de Castro e Felistoque.
Na entrevista a seguir, esse poeta paulistano, que sabe ser um gigante nas telonas, fala sobre a atual fase de sua trajetória no audiovisual.

Você tem uma atuação imponente em AMADO ao encarnar um signo da corrupção policial. Como foi a criação desse personagem?
Igor Cotrim:
O Sargento Cunha é um presente que o Edu Felistoque e o Erik de Castro me deram. Eu consegui ver no roteiro do Erik uma possibilidade pra criar uma cena ou outra, coisas que reforçassem essa parte detestável dele, mas também deixar intacto, mesmo com a amoralidade do sargento Cunha, uma certa humanidade, e até alguma benevolência em relação aos seus pares, ao pessoal da sua viatura. Na pandemia teve uma coisa engraçada comigo. Eu acabei quebrando o meu dente com uma azeitona, na casa da minha mãe. Aí, eu olhei aquilo e falei para deixarem eu fazer o filme com o dente quebrado, incorporando ao visual do personagem. Nada de evocações ao Ed Helms que tirou um dente pro “Se beber, não case”. Mas eu achei que caberia poder colocar isso. E, aí, quando chegaram na caracterização e colocaram aquele bigode, aquela echarpe e a farda, toda situação foi dando uma virada.
Como, quando e onde vai ser o evento em Guarulhos? Como é e como era a vida cultural cinéfila por aí em sua formação?
Igor Cotrim
: Nós teremos dois eventos em Guarulhos. Terça tem uma pré, às 20h, no Shopping Bonsucesso. E lá mesmo, este dia 12 de junho, às 17 horas, vai ter uma tarde de autógrafos comigo e com Adriana Lessa. Somos paulistanos, mas fomos criados a infância a vida inteira em Guarulhos. Somos do mesmo clube da Associação Cristã de Moços, a ACM. Lá tinha o Cine Star, que era muito pequenininho, era só uma sala. Eu acabava saindo de Guarulhos e tendo que ir realmente pra São Paulo pra ir no Ipiranga, no Marabá, no Comodoro.

Qual e como é o trabalho que você tem trilhado na TV hoje?
Igor Cotrim:
Durante a pandemia, tive agora essa volta à TV, pela Record. E ela se deu a partir de um personagem realmente bíblico, que não é ficcional como alguns são, que os roteiristas criam para potencializar a trama. Era o Simeão, o segundo filho de Israel, irmão do José do Egito, Era um personagem muito forte. Aí, eles me chamaram para fazer uma série, “Reis”, e me deram um personagem maravilhoso. Para o cinema, eu tenho “O Martelo e a Coroa”, do Bruno de Souza, e o “Belatriz”, do Adriano Gilbert e do Thiago Pagani, que é um filme de realismo fantástico, sobre um mendigo e um traficante. Esses dois estão prontos. Tem ainda o “Rally”. Agora, eu vou para uma nova temporada de “Reis”.

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