Gol de Ugo Giorgetti na TV Brasil com ‘Boleiros 2’

Gol de Ugo Giorgetti na TV Brasil com ‘Boleiros 2’

Rodrigo Fonseca

09 de setembro de 2021 | 10h58

Denise Fraga e Lima Duarte em “Boleiros 2”

Rodrigo Fonseca
Vez por outra, a TV Brasil nos presenteia com um filmaço nacional, com destaque para o lindo trabalho da emissora em promover exibições da obra de Amácio Mazzaropi (1912–1981). Este fim de semana, o achado na televisão educativa é “Boleiros 2: Vencedores e Vencidos”, que vai ser exibido às 22h30 desta sexta. É um dos trabalhos mais divertidos do cronista dos laços de amizade Ugo Giorgetti (de “O Príncipe” e “Festa”). Lançado em circuito comercial em 2006, este agridoce longa-metragem é a sequência do filme homônimo de 1998, laureado no Festival de Amiens, na França.
“Vivi uma São Paulo em que a gente atravessava a cidade à noite, com amigos. Amizade é, sobretudo, extrema curiosidade diante de outro. Amizade profunda, como há em alguns dos meus filmes é a culminância da solidariedade entre seres humanos. Solidariedade mútua, influência recíproca, principalmente nos anos de formação. Certamente algo de mim está em meus filmes. Não saberia dizer quanto”, disse Giorgetti em entrevista ao P de Pop.
Seu elenco, em “Boleiros 2” é monumental: Lima Duarte, Otávio Augusto, Flávio Migliaccio, Denise Fraga, Cássio Gabus Mendes, Paulo Miklos, Petrônio Gontijo e Fulvio Stefanini. Como o foco é futebol, o veterano narrador esportivo Sílvio Luiz e o saudoso craque Sócrates, bamba da Seleção Brasileira, fazem participações especiais. Trata-se de um filme coral, com múltiplas tramas que se trançam em meio a uma conversa em um boteco que passou por reformas recentes. Reduto de atletas, ex-jogadores, jornalistas e empresários futebolistas, o bar do Aurélio (Sílvio Luiz) está prestes a ser reinaugurado com um ar mais moderno que revitalizou o outrora romântico espaço de confraternização. Uma série de figuras pitorescas enchem a cara por lá. Os três principais enredos incluem o falso argentino Rafael Benitez (Petrônio Gontijo); o misterioso Nestor (Walter Portella), que retornou do México e tenta convencer a todos que foi um grande jogador; e o assistente-técnico Barbosa (Duda Mamberti), que tinha várias ideias na cabeça, mas jamais conseguiu colocá-las em prática numa partida.

p.s.: Você sempre age de acordo com seus princípios éticos? Ou será que muitas vezes suas ações e comportamentos contradizem o seu discurso? A partir dessa reflexão se desenrola a trama do elogiado espetáculo Era Medeia, que volta ao cartaz em curta temporada, com apresentações no Teatro Firjan SESI Jacarepaguá (18/09) e no Teatro Firjan SESI Centro (24 e 25/09). Com supervisão de Cesar Augusto, texto e direção de Eduardo Hoffmann e argumento de Marina Monteiro, a peça se passa durante os ensaios de uma adaptação da tragédia “Medeia”, de Eurípedes, pano de fundo para uma discussão que passa pelo machismo, o abuso de poder, exposição da vida privada e a importância do processo na criação artística. Em cena, estão os atores Eduardo Hoffmann e Isabelle Nassar. “O diretor está montando Medeia para enaltecer a força dessa mulher que, apesar de tomar atitudes cruéis, rompe com os padrões repressivos. No entanto, o modo como ele lida com a atriz (que já foi mulher dele) é extremamente repressor e abusivo”, explica o ator e diretor Eduardo Hoffmann.

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