Garth Ennis, do boom de The Boys a novas HQs

Garth Ennis, do boom de The Boys a novas HQs

Rodrigo Fonseca

25 de junho de 2022 | 14h18

O quadrinista irlandês Garth Ennis

Rodrigo Fonseca
Com toda a polêmica em torno de “Herogasm” (ou “Supersuruba”, em português), “The Boys” se firma como uma das séries de maior popularidade e de maior impacto social do momento na streaminguesfera, via Amazon Prime, e aumenta o cacife de seu idealizador: o quadrinista irlandês Garth Ennis, de 52 anos. Sem qualquer subserviência à correção política, ele virou um sinônimo de HQ autoral nos anos 1990, quando lançou as aventuras do Preacher, já adaptadas como seriado. Fez ainda gibis de ação lendários do Justiceiro e promete voltar às páginas do vigilante da Marvel com uma trama ambientada no Vietnã. Fã de quadrinhos de guerra, ele volta às bancas brasileiras agora em agosto, sob o selo da Panini, com o encadernado “O Pacificador: Perturbando a Paz”, explorando a loucura do personagem celebrizado por John Cena na série homônima da HBO Max. Na trama, acompanhamos as ações de Christopher Smith antes de sua entrada para o Esquadrão Suicida. A narrativa começa no momento em que ele conhece uma psiquiatra obcecada por seu passado. O Pacificador narra sua vida, da infância ao serviço militar, expondo os possíveis podres ocultos do anti-herói. Uma história violenta que pode ser a responsável por trazer paz – ou não – ao planeta. Ennis ainda participa da HQ “Batman: Reptiliano”, já à venda, que explora o submundo de Gotham.
No Brasil, é anetológica a dublagem feita em “The Boys”, sobretudo o trabalho de Reginaldo Primo como Billy Bruto (Karl Urban).

p.s.: Nesta segunda-feira, “O Acontecimento” (“L’Événement”), de Audrey Diwan, estreia na grade do 13º Festival Varilux, com sessões no Cine Santa, no Cinemark Downtown, no Estação Net Botafogo, no Espaço Itaú e no Estação Net Gávea. O Leão de Ouro de Veneza, enfim, dá o ar de sua graça em circuito brasileiro, de prosa com a literatura memorialista de Annie Ernaux, autora de “O Lugar”, “Os Anos” e “Paixão Simples”. Sua narrativa se passa em 1963, quando a estudante de Letras Anne (Anamaria Vartolomei) tenta abortar uma gravidez indesejada, mas encara os riscos da ilegalidade, deixando sua própria saúde em perigo. Há uma participação impecável da atriz Sandrine Bonnaire, vivendo a mãe de Anne.

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