Festival do Rio de olho no Oscar de filme estrangeiro

Festival do Rio de olho no Oscar de filme estrangeiro

Rodrigo Fonseca

06 Outubro 2017 | 11h17

“A Ciambra” é um filme italiano sobre descobertas de juventude que tem o carioca radicado em SP Rodrigo Teixeira como um dos produtores

Rodrigo Fonseca
No dia 4 de março serão conhecidos os ganhadores do Oscar 2018, sendo que as indicações saem no dia 23 de janeiro. Entre elas, teremos cinco longas-metragens de diferentes nacionalidades concorrendo à estatueta de melhor filme estrangeiro. Graças ao desempenho visceral de Vladimir Brichta, estamos na peleja com Bingo, de Daniel Rezende, que briga por uma vaga na disputa contra tubarões de presas afiadas. Alguns dos mais mortíferos foram selecionados na programação do Festival do Rio 2017, que abre suas portas para o público nesta sexta. Conheça quais dos potenciais concorrentes foram escolhidos para a competição carioca:

 

  1. Alemanha: Em Pedaços “In the Fade”, de Fatih Akin
  2. Cingapura: Pop Aye “Pop Aye”, de Kirsten Tag
  3. Espanha: Verão 1993 “Summer 1993”, de Carla Simon
  4. Finlândia: Tom of Finland “Tom of Finland”, de Dome Karukoski
  5. França: 120 Batimentos Por Minuto “BPM: 120 battements par minute”, de Robin Campillo
  6. Hungria: Corpo e Alma “On body and soul”, de Ildiko Enyedi
  7. Itália: A Cimabra “A Ciambra”, de Jonas Carpignano
  8. Lituânia: Frost “Frost”, de Šar?nas Bartas
  9. Luxemburgo: Barrage “Barrage”, de Laura Schroeder
  10. Noruega: Thelma “Thelma”, de Joachim Trier
  11. Polônia: Rastros “Spoor”, Agnieszka Holland
  12. Quirguistão: Centauro “Centaur”, de Aktan Abdykalykov
  13. Taiwan: Conversa Fiada “Small talk”, de Huang Hui-chen

“Corpo e Alma” recebeu o Urso de Berlim

Desses, não perca os de Carpigiano, Campillo e Akin de forma alguma. Assim como é um pecado perder um filme que representou uma sólida vitória para a discussão do lugar de voz (e de vez) de cineastas mulheres: o doloroso (mas belíssimo) Corpo e Alma. Este drama de amor rendeu o Urso de Ouro, do Festival de Berlim, à húngara Ildikó Enyedi, e terá projeção nesta sexta, às 17h, no Estação NET Ipanema. Com 62 anos de idade e 36 de carreira, Ildikó nunca teve a visibilidade merecida. Ela antes, em 1989, foi premiada no Festival de Cannes com o troféu Câmera de Ouro, dado a estreantes, por My 20th Century, porém não viu a carreira decolar na telona, indo fazer TV. Mas foi com o romance (amargo) entre dois solitários profissionais – ela, uma taciturna e suicida fiscal de qualidade; ele, um administrador com um braço paralisado – que a realizadora decolou para o estrelato. Além do Urso, essa trama amorosa papou lá na Alemanha a láurea do Júri Ecumênico, a do júri dos leitores do jornal alemão Berliner Morgenpost e a do júri de críticos da Federação Internacional de Imprensa Cinematográfica (a Fipresci). O que vai ser dela no festival dos cariocas? Suas demais sessões: SEG (9/10) 15:20 Estação NET Rio 3 SAB (14/10) 19:30 Reserva Cultural Niterói 4 DOM (15/10) 19:15 Estação NET Botafogo 1