Faroeste à gaucha leva estética seca (e radical) ao Marrocos

Faroeste à gaucha leva estética seca (e radical) ao Marrocos

Rodrigo Fonseca

23 Março 2017 | 15h21

“Rifle”, ganhador dos prêmios de melhor som e melhor roteiro em Brasília, vai para a mostra Berlinale Spotlight no Marrocos

RODRIGO FONSECA
Western gaúcho ambientado nos dias de hoje e centrado na tensão territorial no interior do país, Rifle, de Davi Pretto, vai integrar a seleta de filmes de distintas nacionalidades da mostra Berlinale Spotlight, que vai desta sexta a domingo, na Cinémathèque de Tanger, no Marrocos. Laureado com o prêmio de melhor roteiro e o de melhor som em Brasília, em setembro, o novo longa-metragem do realizador de Castanha (2014) esteve na Alemanha, em fevereiro, no 67º Festival de Berlim, onde foi apresentado na seção Fórum, dedicada a narrativas experimentais. A trama flagra o dia a dia de uma estância rural nos cafundós do Brasil que será palco de uma luta (armada) por posse. A violência se deflagra sob o local quando um fazendeiro rico esboça o desejo de comprar uma pequena propriedade cujo faz-tudo, Dione (vivido pelo ator não-profissional Dione Ávila de Oliveira), vai reagir ao assédio do poderoso potencial comprador com a arma do título. A narrativa, baseada em um processo observacional minucioso, cria um clima sufocante de tensão.

Além dele, o pacote da Berlinale Spotlight, inclui:

a corpodução Marrocos-Qatar House in the Fields, de Tala Hadid; a aclamada comédia dramática de tintas românticas Menashe, de Joshua Z Weinstein, feita entre EUA, Israel e Canadá; o japonês The Tokyo Night Sky Is Always the Densest Shade of Blue, de Yuya Ishii; a conexão Colômbia-Argentina Adiós Entusiasmo, de Vladimir Durán; e o marroquino Crossing the Seventh Gate, de Ali Essafi.

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