Fanny Ardant lado a lado com o César

Fanny Ardant lado a lado com o César

Rodrigo Fonseca

05 de fevereiro de 2020 | 07h38

Fanny Ardant concorre ao Oscar francês, o troféu César, por “La Belle Époque”

Rodrigo Fonseca
Entre os filmes mais votados, atualmente, na enquente online MyFrenchFilmFestival, feita anualmente pela Unifrance, há uma comédia de tons azedos, chamada “Perdrix”, sobre as múltiplas possibilidade contemporâneas da formação familiar, que tem Fanny Ardant como destaque em seu elenco. Uma das maiores atrizes da França, ela tem, atualmente, dois de seus longas-metragens de formação, na grade do serviço de streaming MUBI, ambos pilotados por seu amor de ontem, François Truffaut (1932-1984): “A Mulher do Lado” (1981) e “De Repente Num Domingo” (1983). Envolvida agora na filmagem de “ADN”, o novo trabalho da diretora e atriz Maïwenn, no qual trava parceria com Louis Garrel, Fanny, sempre inquieta, acaba de ser indicada ao Troféu César (o Oscar dos franceses), como melhor coadjuvante, por “La Belle Époque”, uma dramédia romântica sobre um homem desiludido (Daniel Auteuil) que pode voltar no tempo. A direção é assinada pelo também ator Nicolas Bedos. O César vai ser entregue no dia 28 de fevereiro, na Salle Pleyel, em solo parisiense.
“É mais importante fazer uma pequena participação em um filme de um diretor repleto de ideias boas do que ser protagonista em um filme de um cineasta bovino, que não busca um caminho criativo”, disse a atriz de 70 anos ao P de Pop, em Paris, durante o fórum Rendez-vous Avec Le Cinéma Français. “Uma vez, quando filmava com Truffaut, ele me perguntou se eu tinha alguma dúvida acerca da sinopse que me deu e eu disse: ‘Não, dúvida a gente tem no set; dúvidas, a gente descobre’. Lembro de vê-lo sorrir”.
Estima-se que “La Belle Époque” possa integrar o cardápio do Festival Varilux 2020, lá pra junho, coroando uma vez mais o empenho de Christian Boudier em fazer do evento a maior vitrine da América Latina para a circulação das estéticas francófonas.

p.s.: Julianne Chaves e Igor Cotrim protagonizam o novo trabalho de Neville D’Almeida, uma série cujo episódio piloto se chama “Ciúme”, centrado na possessividade. “O importante, no amor, deveria ser a busca pela felicidade, mas, o barato do contemporâneo não é ser feliz, é ser dono”, diz o mítico diretor, responsável por cults como “A Dama do Lotação” (1978). A produção começa a ser rodada na semana que vem, na Ilha da Gigoia.

p.s.2: Nesta madrugada, à 1h45, a TV Globo exibe “O Último Rei da Escócia” (2006), filme que deu o Oscar de melhor ator a Forest Whitaker, coroando uma trajetória de atuações impecáveis que vem lá de “Bird” (1988). Na trama, pilotada por Kevin Macdonald, Nicholas Garrigan (James McAvoy) é um médico escocês recém-formado que parte para Uganda em busca de aventuras, a fim de ajudar um país que precisa muito de suas habilidades. Após um incidente, ele vira, meio a contragosto, o médico particular do ditador Idi Amin (Whitaker), um dos mais terríveis líderes políticos de todos os tempos.

p.s.: Julianne Chaves e Igor Cotrim protagonizam o novo trabalho de Neville D’Almeida, uma série cujo episódio piloto se chama “Ciúme”, centrado na possessividade. “O importante, no amor, deveria ser a busca pela felicidade, mas, o barato do contemporâneo não é ser feliz, é ser dono”, diz o mítico diretor, responsável por cults como “A Dama do Lotação” (1978). A produção começa a ser rodada na semana que vem, na Ilha da Gigoia.

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