Fadinha homerótica mineira anima (e excita) Annecy

Fadinha homerótica mineira anima (e excita) Annecy

Rodrigo Fonseca

12 de junho de 2017 | 14h44

Serelepe, a fadinha Filó usa sua língua para desbravar o prazer feminino no curta animado de Sávio Leite: de Berlim para  o Festival de Annecy, a Cannes da animação

RODRIGO FONSECA
Sensação LGBT – com temperos mineiros – do último Festival de Berlim, o faiscante desenho Vênus – Filó, a Fadinha Lésbica, de Sávio Leite, agora vai elevar libido maior canteiro animado do mundo: Annecy. Começa nesta segunda em solo francês a edição 2017 do evento apelidado de “o Festival de Cannes da animação”, incluindo em sua seleta de quase 200 filmes, das mais variadas línguas, essa produção das Gerais capaz de subverter paradigmas de linguagem e de moral. Emplacamos ainda por lá O Poeta das Coisas Horríveis, de Guy Charnaux. O pacote de atrações de longa tem direito a uma superprodução dublada por Sylvester Stallone: Animal Crackers, dirigida por Tony Bancroft e C. Scott Sava com foco num circo ameaçado de extinção. Estão em concurso entre os longas expoentes animados dos festivais de Cannes e de Berlim, como o iraniano Tehran Taboo, o francês Zombillenium, de Arthur de Pins, e o chinês Have a Nice Day, no qual o diretor Liu Jian faz uma homenagem explícita a Stallone em sua trama, ao evocar Rocky, um Lutador (1976). Entraram de lambuja duas pérolas já confirmadas pelo Anima Mundi (que ocorre em julho, no Rio e em SP): o inglês Ethel and Ernest, de Roger Mainwood, e o primeiro exemplar em 3D de animação em longa da Venezuela, Little Heroes, de Juan Pablo Buscarin.

 

 

Tendências: