Fã de Rocky, bamba documental dos EUA investe na ficção

Fã de Rocky, bamba documental dos EUA investe na ficção

Rodrigo Fonseca

06 de dezembro de 2021 | 12h32

O cineasta americano Derek Wayne Johnson vem correndo mundo com seus .docs e, agora, está finalizando a ficção “Blood Streams”

Rodrigo Fonseca
Espécie de biógrafo de Rocky Balboa, uma vez que abordou o personagem mais adorado de Sylvester Stallone em um documentário comemorativo, o cineasta americano Derek Wayne Johnson passou os últimos cinco anos consagrando-se mundialmente como um dos mais prolíficos bambas da não ficção de seu país. “John G. Avildsen: King of the Underdogs”, de 2017, um retrato afetivo (comovente) do cineasta que dirigiu o primeiro Balboa e a franquia “Karate Kid” (1984-1989), foi o longa que catapultou Derek ao estrelato. Na sequência, vieram “Stallone: Frank, That Is” (2019), sobre o irmão cantor do eterno Rambo, e “40 Years of Rocky: The Birth of a Classic”. Ele ainda montou o making of da versão director’s cut de “Rocky IV”, que explora mais e melhor as complexidades da figura de Ivan Drago (Dolph Lundgren). Mas em meio a esse casamento com as narrativas documentais, ele teve tempo de rodar um longa de ficção: uma mistura de thriller e drama chamado “Blood Stream”, com Han Soto, Brad Maule, Hollin Haley e Yuji Okumoto no elenco. Numa troca de mensagens via Facebook com o Estadão, o diretor adiantou que caminhos dramatúrgicos investiga nessa nova narrativa.

O cineasta ao lado de Stallone, para quem acaba de montar o making of de “Rocky vs Drago – The Ultimate Director’s Cut”

Depois de uma vasta experiência com narrativas documentais, qual foi o desafio de enfrentar uma ficção, dialogando com os códigos do thriller?
Derek Wayne Johnson:
“Blood Streams” é o meu quinto longa-metragem narrativo de ficção, mas eu não investia no formato há cerca de uma década. Depois de anos filmando documentários, foi bom voltar a fazer uma experiência ficcional. Fazer ficções é a minha paixão primeira, é aquilo que quero fazer mais.
Onde você filmou “Blood Streams”? Quando? Durante quanto tempo? Como é que as restrições relacionadas com a pandemia influenciaram os sets do longa?
Derek Wayne Johnson:
Filmamos “Blood Streams” inteiramente no Texas, durante cerca de três semanas, em julho deste ano. Sendo uma produção alinhada com o SAG (Screen Actors Guild, o sindicato dos atores), a gente se assegurou de seguir as restrições ligadas ao protocolo da covid-19.
Como definiria o protagonista de “Blood Streams”?
Derek Wayne Johnson:
É uma pessoa misteriosa que embora seja um criminoso de carreira, tem coração, tem um lado humano tocante que se desdobra ao longo da história à medida que os acontecimentos e as personagens com os quais interage afetam suas decisões.
Qual foi a experiência mais recente que teve com Stallone?
Derek Wayne Johnson:
Editei “The Making of Rocky vs. Drago” para Sly (o apelido de Sylvester) e o realizador John Herzfeld. Trabalhei nesse projeto durante cinco meses e me dei bem com John, que já era meu amigo. Sly pediu que eu editasse o material e contratou-me. Foi uma experiência maravilhosa.

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