Em luta com a crise, Anima Mundi muda de data… e de casa

Em luta com a crise, Anima Mundi muda de data… e de casa

Rodrigo Fonseca

20 de junho de 2016 | 11h21

“The Red Turtle”: um sonho do Anima Mundi

Um dos mais sólidos eventos cinematográficos de toda a América Latina, o Anima Mundi está em luta contra a crise para tirar sua 24º edição do papel, agora em nova data, por conta dos Jogos Olímpicos: o evento ocorre de 24 a 30 de outubro no Rio de Janeiro e de 2 a 6 de novembro em São Paulo. Antes, ele costumava ocorrer entre junho e julho. Em solo paulista, o maior festival de animação do continente acontece na Cinemateca Brasileira. Já em sua versão carioca, há mudanças de espaço: depois de ter seu centro nervoso no CCBB e do Centro Cultural Correios – ambos no Centro -, depois na Fundição Progresso – na Lapa -, e, na sequência, na Cidade das Artes – na Barra -, o evento agora muda seu núcleo central para o Cine Odeon – Centro Cultural Severiano Ribeiro (que já o acolheu no passado, em simultâneo aos demais espaços de projeção) e para o Centro Cultural Justiça Federal. Ambos ficam na Cinelândia e a direção da maratona animada já negocia outros espaços próximos, incluindo um espaço na Livraria Cultura. A seleção de filmes para exibição já está em andamento, mas não há ainda atrações fechadas. Existe apenas um forte desejo de se exibir aqui The Red Turtle, produção galardoada com o prêmio do júri na seção Un Certain Regard de Cannes, tendo seu realizador, o holandês Michael Dudok De Wit, no palco. Mas nada ainda está fechado. Negociações correm…

“A crise está pegando o festivais brasileiros de maneira muito forte, o que se reflete pela dificuldade cada vez maior de se levantar patrocínio. Há muitos patrocinadores sem saber o que fazer neste momento em que um dia tem Ministério da Cultura, noutro não tem, aí o MinC volta… Isso nos obriga a fazer, este ano, uma edição menor, não na quantidade de filmes, mas na extensão de dias”, explica o animador César Coelho, um dos fundadores e diretores do Anima Mundi.

Em 2017, a animação nacional completa cem anos: O Kaiser, de 1917, é considerado o marco zero. Mas, pelo prognóstico atual da produção no país, ele arrisca que não haverá longas nacionais prontos para exibir no festival este ano.

“Se não houver um longa finalizado para exibirmos, nossa ideia é juntar trechos de diferentes longas que estejam ficando prontos e fazer uma espécie de preview da  produção brasileira”, diz Coelho, que promete para seu Fórum de Animação uma mesa sobre voice talents, ou seja, a dublagem em desenhos e filmes de stop motion.

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