Ecos de Sundance com Keanu Reeves, Sam Elliott e Woody Harrelson

Ecos de Sundance com Keanu Reeves, Sam Elliott e Woody Harrelson

Rodrigo Fonseca

26 Janeiro 2017 | 12h54

“Wilson”: adaptação de HQ cult

RODRIGO FONSECA
Termina neste domingo a edição 2017 do Festival de Sundance, iniciada no último dia 19 em Park City, Utah, nos EUA, e já marcada por elogios à concepção visual do gaúcho Glauco Firpo à frente da fotografia de Não Devore Meu Coração, o concorrente brasileiro na competição internacional de longas-metragens. Mas em paralelo à carreira americana do novo filme do sempre inquietante Felipe Bragança, três filmes com personalidades hollywoodianas de distintas gerações se destacaram no evento: Wilson, com Woody Harrelson; To The Bone, com Keanu Reeves; e The Hero, com Sam Elliott.

Inicialmente oferecido ao diretor Alexander Payne e depois confiado a Craig Johnson, o primeiro é uma adaptação da HQ homônima de Daniel Clowes, no qual Harrelson vive um fracassado profissional às voltas com a descoberta da paternidade. O segundo, vendido ao preço de US$ 8 milhões para a NetFlix, põe Keanu Reeves como um médico de métodos nada ortodoxos disposto a tratar a anorexia de uma jovem. Por fim, The Hero põe Sam Elliott no papel mais elogiado de seu quase 50 anos de carreira: um astro de filmes de caubói às voltas com uma doença terminal.

Vale citar que Sundance incluiu em sua programação outro filme com o Brasil em seu DNA: Call Me By Your Name, o novo trabalho do italiano Luca Guadagnino (de Um Sonho de Amor), cuja produção é assinada pelo carioca radicado em SP Rodrigo Teixeira, a partir de sua RT Features, a mesma de sucessos como Alemão (2014). Este drama de tintas LGBT da RT traz o galã Armie Hammer (de O Agente da U.N.C.L.E.) no elenco. Baseado em um romance de André Aciman, Call Me By Your Name narra uma história de amor gay, com base em roteiro do mestre do romantismo James Ivory, entre um adolescente e um visitante da casa de seus pais numa casa de colina em Cremona.