É simplesmente amor com Bill Nighy e ‘The Bookshop’ em Berlim

É simplesmente amor com Bill Nighy e ‘The Bookshop’ em Berlim

Rodrigo Fonseca

15 de fevereiro de 2018 | 19h33

Aos 68 anos, o inglês Bill Nighy esbanja carisma ao lado de Emily Mortimer em “The Bookshop”: amor (ou quase) em tempos de madureza

Rodrigo Fonseca
Inimigo de Jack Sparrow nos episódios 2 e 3 de Piratas do Caribe e maluco beleza em Simplesmente Amor (2003), o inglês Bill Nighy, de 68 anos, fez a Berlinale chorar baldes agorinha, aquecendo este frio de dois graus que congela tudo por aqui, à frente do drama The Bookshop, da espanhola Isabel Coixet. Que graça de filme ela faz, uma década depois da obra-prima Fatal (2008), explorando, de novo, a faísca romântica intergeracional. Nighy é um velho bibliófilo que odeia ver fotografias de autores nas contracapas de seus romances, rasgando-as sem dó. Ele vive numa cidadezinha da costa da Inglaterra, no fim dos anos 1950, e é tomado de assalto com a notícia de que uma viúva (Emily Mortimer, esbanjando carisma) vai abrir uma livraria no local, sem dar bola para os conservadores locais. De cara, ele vira cliente da moça, que apresenta Ray Bradbury e suas Crônicas Marcianas ao cliente. Mas, quando pressões políticas põe a loja em risco, eles dois vão ter que levar a relação para um outro patamar, em cenas que deixam o mel escorrer. É uma narrativa palavrosa, diabética, maniqueísta, porém envolvente, do começo ao fim, pelo domínio que a cineasta tem da representação do Feminino. O desempenho do elenco é impecável, incluindo a “vilã”, Patricia Clarkson, no papel de uma dondoca sem carinho por livros.

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