E o Teddy vai para… o Chile, com ‘Una Mujer Fantástica’

E o Teddy vai para… o Chile, com ‘Una Mujer Fantástica’

Rodrigo Fonseca

17 de fevereiro de 2017 | 23h12

Berlinale_2017_Una_Mujer_Fantástica_Sebastián_Lelio.jpg Una Mujer Fantástica
RODRIGO FONSECA
Xodó da Berlinale por razões políticas e comportamentais, a pérola chilena Una Mujer Fantástica, de Sebastián Lélio (de Glória), conquistou seu primeiro prêmio de peso na 67ª edição do Festival de Berlim: o troféu Teddy, láurea em forma de urso criado há 31 anos para celebrar a afirmação LGBT. Já existe uma torcida organizada por aqui (e com toda razão) em torno da vitória de Daniela Vega, sua estrela, na disputa pelo prêmio de melhor atriz. E mais do que mérito, pelo trinômio empenho + talento + ferramental cênico farto, a premiação desta mulher trans seria uma forma de reconhecer um dos pleitos sociais, sexuais, comportamentais e políticos mais urgentes da atualidade: a inclusão dos transsexuais. O drama dirigido por Lélio relata o inferno que se abate sobre a vida da cantora trans Marina (Daniela) depois que seu namorado morre (subitamente, de aneurisma), despertando uma onda de agressão e de repulsa por parte da família do finado.

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