E o Oscar latino vai para… a Colômbia

E o Oscar latino vai para… a Colômbia

Rodrigo Fonseca

25 Julho 2016 | 00h32

RODRIGO FONSECA

O Abraço da Serpente, de Ciro Guerra

O Abraço da Serpente, de Ciro Guerra

Iniciativa rara na historia audiovisual da América Latina, o troféu Platino, concebido como uma espécie de Oscar do continente fez jus a seu projeto de unificar a Pangeia falante de espanhol e português em cerimônia realizada neste domingo, no Centro de Convenções de Punta Del Este, no Uruguai, da qual o colombiano O Abraço da Serpente saiu coroado melhor filme. O épico xamanista de Ciro Guerra venceu ainda nas categorías melhor diretor, fotografia, arte, montagem e música. O Brasil conquistou um premio especial, de fundo humanista, na categoría Educação e Valores, dado a Que Horas Ela Volta?, de Anna Muylaert. Quem buscou a láurea foi uma das atrizes do longa, Karine Teles, que cravou um sonoro “Fora, Temer!” no palco, demarcando um pleito em prol da democracia.

Os ganhadores

Filme – O Abraço da Serpente (Colômbia)

Diretor – Ciro Guerra, por O Abraço da Serpente

Ator – Guillermo Francella, por O Clã

Atriz – Dolores Fonzi, por Paulina

Roteiro – O Clube

Fotografia – O Abraço da Serpente

Montagem – O Abraço da Serpente

Edição de Som – O Abraço da Serpente

Direção de Arte – O Abraço da Serpente

Música Original – O Abraço da Serpente

Documentário – O Botão de Pérola (Chile)

Animação – Atrapa La Bandera (Espanha)

Longa de Estreia:  Ixcanul, de Jayro Bustamante (Guatemala)

Juri Popular Filme – Ixcanul, de Jayro Bustamante (Guatemala)

Júri Popular Ator – Ricardo Darín, por Truman

Júri Populat Atriz – Penélpe Cruz, por Mama

Platino Especial Por Conjunto de Obra: o ator Ricardo Darín

Platino Especial Educação e Valores: Que Horas Ela Volta?, de Anna Muylaert (Brasil)

Que Horas Ela Volta?, de Anna Muylaert

Que Horas Ela Volta?, de Anna Muylaert

Há hoje galardões de peso capazes de celebrar a força da América Latina nas telas, como o prêmio Fênix ou mesmo o Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, com seu troféu Oscarito. Mas os Platinos chegam não apenas para expandir a celebração da força estética audiovisual do continente como também para incentivar uma integração de toda a indústria de língua espanhola e portuguesa das nações ibéricas, do Brasil e das pátrias hispânicas das Américas: são, ao todo,  23 países reunidos em um projeto cinematográfico comum. O evento nasce de uma sinergia entre a Entidade de Gestão de Direitos dos Produtores Audiovisuais (EGEDA) e a Federação Ibero-americana de Produtores Cinematográficos e Audiovisuais (FIPCA). Cada ano ela muda de casa. Em 2017, vai ser em Madri, na Espanha.