‘Dr. Estranho 2’ já arrecadou US$ 450 milhões

‘Dr. Estranho 2’ já arrecadou US$ 450 milhões

Rodrigo Fonseca

10 de maio de 2022 | 08h43

Fábio Azevedo dubla (muito bem) o Dr. Estranho na viagem do Mago Supremo pelo Multiverso

RODRIGO FONSECA
De quinta passada até segunda, à força de críticas elogiosas e de um boca a boca engajado, “Doutor Estranho no Multiverso da Loucura”, de Sam Raimi, contabilizou cerca de US$ 450 milhões mundo afora, com a possibilidade de chegar a US$ 1 bilhão de faturamento até sexta. No Brasil, os números da nova aventura do feiticeiro da Marvel são de estourar espumantes: 3.562.000 ingressos vendidos. É um fenômeno popular. Logo abaixo dele, no pódio nacional, tá “Sonic 2”, com 2,8 milhões de pagantes, conversando, ainda, com plateias de dentes de leite. Aliás, são as mesmas que, a partir deste fim de semana, podem fazer do brasileiríssimo “Meu AmigãoZão” um sucesso tamanho GG, tão grande quanto o elefante azul Golias, dublado aqui pelo ás da voz Márcio Simões.
Vertiginoso do começo ao fim, “Doutor Estranho no Multiverso da Loucura” é um atestado de autoralidade para um realizador de impressões digitais carregadas de tinta – Samuel Marshall Raimi – que, hoje, aos 62 anos, retoma códigos que começou a manipular de maneira quase artesanal, com o troco de uma passagem hollywoodiana de ônibus (leia-se baixo orçamento), a partir do cult “Darkman: Vingança sem Rosto” (1990). A dedicação quase reverente do ator inglês Benedict Cumberbatch a seu papel mais pop ajuda muito aqui. E há uma direção de arte exuberante. Rola ainda aa presença de sir Patrick Stewart como Professor Xavier.

Apoiado numa montagem frenética, “Doctor Strange in the Multiverse of Madness” é sombrio, retomando conceitos de câmera de “Uma Noite Alucinante: A Morte do Demônio” (“The Evil Dead”, 1981), assumindo como vilã a psiquê fraturada de Wanda, feiticeira que Elizabeth Olsen esculpe a cinzel. É um “The Evil Dead” versão fliperama, atento a cinemática destes nossos tempos e ambicioso no aprofundamento de seus personagens, com direito a um certo herói que estica em participação especial.
No Brasil, Fábio Azevedo dubla o Dr. Estranho.

p.s.: Não perca, na streainguesfera, o tenso “Ponto de Inflexão” (“La Svolta”, 2021), de Riccardo Antonaroli. É um thriller sobre amizade, que renova a tradição dos thrillers italianos, com um vigor dramatúrgico surpreendente. Nele, o quadrinista Ludovico (Brando Pacitto), criador de fumetti (os gibis da Itália), acolhe em sua casa o criminoso Jack (Andrea Lattanzi), que deu um golpe numa célula mafiosa. Mas ao ver a rotina solitária do rapaz, Jack cria por ele um afeto fraterno. Tá na Netflix.

p.s.2: Nesta terça, a “Sessão da Tarde” da TV Globo exibe o drama “O Que Te Faz Mais Forte” (“Stronger”, 2017), de David Gordon Green, que traz Jake Gyllenhaal em refinada atuação.

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