Domingo literalmente Maior com Sly e De Niro

Domingo literalmente Maior com Sly e De Niro

Rodrigo Fonseca

26 de janeiro de 2020 | 12h32

Rodrigo Fonseca
Está agendada para quarta-feira, na capital alemã, a coletiva de imprensa em que a Berlinale 70 (20 de fevereiro a 1º de março) vai divulgar os concorrentes ao Urso de Ouro de 2020, com fortes chances de acolher Robert De Niro entre suas atrações competitivas, tendo o astro de 76 anos na dianteira do thriller “The Comeback Trail”, de George Gallo. Já na área de mercado do Festival de Berlim, o EFMarketing, haverá uma série de promoções de um filme über pop com Sylvester Stallone: “Samaritan”, no qual o mito maior do cinema de ação vive um super-herói aposentado. Curiosamente, os dois, que dividiram as telas em 1997, em “CopLand”, vão aparecer na TV aberta brasileira esta noite, às 23h50, à frente da comédia pugilista “Grudge Match”, aqui traduzida como “Ajuste de Contas”. É esse o destaque do “Domingo Maior”, em versão brasileira gravada na Delart, com Hélio Ribeiro dublando De Niro e Luiz Feier Motta dando o gogó a Stallone. Nesta produção de US$ 40 milhões, lançada no Natal de 2013, sob a direção de Peter Segal (do genial “Como se fosse a primeira vez”), eles brincam com a mítica do boxe que trouxeram de “Rocky, um lutador” (1976) e “Touro indomável” (1980). Na hilária trama, o empresário boquirroto Dante (Kevin Hart) resolve promover uma revanche entre dois rivais de longa data: o hoje metalúrgico Henry “Razor” Sharp (defendido por Sly) e o borracho Billy “The Kid” McDonnen (De Niro). Mas o ódio deles vai muito além de competitividades nos ringues, passando pelo coração de Sally, figura que resgata a sempre possante Kim Basinger. A loura foi dublada aqui por Mônica Rossi, numa escolha precisa. Apesar do fracasso em circuito, com um faturamento em bilheterias restrito a US$ 44 milhões, o longa goza de uma vida longa na televisão, calcando-se nas viradas inusitadas do roteiro de Tim Kelleher e Rodney Rothman, sobretudo na entrada do treinador vivido por Alan Arkin. A fotografia de Dean Semler realça a força plástica das sequências de luta.

Original Cinema Quad Poster; Movie Poster; Film Poster

Quem ficar sintonizado na TV aberta vai poder conferir, na Band, às 16h, o brilhante “Loving”, de Jeff Nichols, que disputou a Palma de Ouro em Cannes, em 2016, e rendeu uma merecida indicação ao Oscar a Ruth Negga. Ela e Joel Edgerton revivem o drama do casal Mildred e Richad Loving, cua paixão foi atropelada pelo racismo. O título aqui ficou “Uma História de Amor”.

p.s.: Falando de Stallone, “Rambo: Até o fim”, o último longa do ator, é um dos maiores sucessos da atualidade em venda de DVDs e Blu-ray.

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