Dolph Lundgren também tem espaço em Cannes

Dolph Lundgren também tem espaço em Cannes

Rodrigo Fonseca

12 de maio de 2016 | 21h34

“Don’t Kill It”: thriller de horror com o He-Man da Suécia

Atropelados pela correção política e por uma indisfarçável limitação dramática, astros do cinema de ação que um dia, nas décadas de 1980 e 90, brilharam na constelação de Hollywood, costumam vir ao Festival de Cannes, não apenas para pegar um bronze na praia ao largo da Croisette, mas para mostrar que estão na ativa, como comprova a imagem do sueco Dolph Lundgren nas revistas ligadas ao evento. Na seção Marché du Film, espaço dedicado a rodadas de negócios entre distribuidores e produtores das mais variadas línguas, o He-Man de Mestres do Universo (1987) estampa o cartaz de Don’t Kill It, um thriller de horror sobre um caçador de monstros às voltas com um demônio especializado em possuir a alma de quem mata seus hospedeiros terrenos. Tem coisa nova de Steven Seagal aqui também: hoje pesando cerca de 130 quilos, bem delineados em sua pancinha cervejeira, o mestre de aikidô protagoniza um enredo sci-fi chamado The Perfect Weapon.

Falando de ação, as mulheres também têm seu espaço em Cannes, como sugerem os reclames publicitários por todos os cantos com as curvas da morena de Velozes & Furiosos, Michelle Rodriguez, em Tomboy – A Revenger’s Tale. Armada, perigosa e decotada, Michelle é o chamariz do projeto, que marca o regresso do cultuado Walter Hill, de sucessos como Warriors – Os Selvagens da Noite (1979), à direção após um hiato de cinco anos. Sigourney Weaver também está no elenco.

p.s.: A melhor coisa de Cannes até agora é I, Daniel Blake, de Ken Loach, seguido por Fai Bei Sogni, de Marco Bellocchio, e Sieranevada, algo que lembra Nelson Rodrigues, mas feito na Romênia.