Deus sempre será brasileiro no cinema de Cacá

Deus sempre será brasileiro no cinema de Cacá

Rodrigo Fonseca

07 de julho de 2020 | 09h51

Rodrigo Fonseca
Deus está no meio de nós… no cinema brasileiro… de novo: Carlos Diegues toca a pleno vapor a sequência de seu longa-metragem sobre o Altíssimo, originalmente encarnado no carisma de Antônio Fagundes. Recém-chegado aos 80 anos, tendo aniversariado em 19 de maio, em meio à pandemia, Cacá já está lá pelo quinto tratamento do roteiro de “Deus Ainda é Brasileiro”, inspirado por uma narrativa do escritor João Ubaldo Ribeiro (1941-2014). Com base na prosa de Ubaldo, Cacá fez “Deus é Brasileiro” (2003), um sucesso de bilheteria com cerca de 1,6 milhão de ingressos vendidos. Em sua sequência, em meio a cataclismos e muita corrupção, o Todo-Poderoso regressa para entender a cabeça dos mortais de perto.
“O longa ‘Deus é brasileiro’ não era um filme sobre religião e fé. Nele, o protagonista dramático era um personagem fictício. Um personagem clássico da ficção ocidental, sobretudo de uma sua certa literatura. Não estava, como ainda não estou, interessado em discussões religiosas e de crenças”, conta ao Estadão o realizador de cults como “Bye Bye Brasil” (1979) e “Chuvas de Verão”. “Filmei o Brasi que estava a meu alcance filmar. O Brasil é muito grande, formado por muitas culturas, etnias, paisagens, etc. Mesmo politicamente, nem sempre o país é um só. Justamente o que mais me deixa feliz, é saber que hoje temos diferentes gerações de brasileiros, vindos de diferentes regiões do país, fazendo filmes no Brasil”.
p.s.: Lançado em 2018, com base na HQ homônima de Luciano Cunha, o thriller de ação “O Doutrinador” está na grade do Globoplay.

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