Depois de ‘O Filho de Saul’, diretor húngaro vai trabalhar com Spielberg

Depois de ‘O Filho de Saul’, diretor húngaro vai trabalhar com Spielberg

Rodrigo Fonseca

17 de maio de 2016 | 21h47

László Nemes

László Nemes

Taciturno por excelência, o húngaro László Nemes, diretor do oscarizado O Filho de Saul e um dos jurados no 69º Festival de Cannes, passou a rir e a falar de modo mais efusivo desde domingo, quando Steven Spielberg, em passagem hors-concours pela Croisette com O Bom Gigante Amigo, anunciou publicamente o interesse de produzir o próximo projeto do colega.

“Eu vi O Filho de Saul bem depois da estreia dele e saí devastado, pois o filme recente que mais mexeu comigo, mais me abalou”, disse o realizador de Tubarão. “A gente se encontrou pouco depois de eu ter visto seu filme e passei horas conversando sobre cinema, até ter a ideia de que devemos trabalhar juntos. Estamos procurando já o projeto para isso”.

Para Nemes, que antes só havia dirigido curtas e trabalhado como assistente do aclamado diretor húngaro Béla Tarr (de O Cavalo de Turim), filmar é sempre a consequência de uma imersão afetiva na memória e na linguagem.

Podemos definir Son of Saul como um protótipo de pesquisa audiovisual, que busca reconstituir, fisicamente, a experiência do encarceramento, deixando todo o resto em relação ao entendimento da II Guerra para a imaginação do espectador”, explicou Nemes, que integra, na Croisette, um time de jurados presidido pelo asutraliano George Miller, diretor da franquia Mad Max.

Amanhã, Cannes recebe, na seção Um Certain Regard, o desenho animado The Red Turtle, do holandês Michael Dudok de Wit, um dos longas mais esperados do ano, sem diálogos, centrado num náufrago às voltas com uma fauna tamanho GG.

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