‘Como se fosse’ para sempre… na TV

‘Como se fosse’ para sempre… na TV

Rodrigo Fonseca

13 de abril de 2020 | 08h15

RODRIGO FONSECA
Egresso de filmes incorretos, mas há muito esquecidos, como “Mong & Lóide” (1995) e “Meus Queridos Presidentes” (1996), Peter Segal construiu por pura sorte um monumento ao amor que fará desta “Sessão da Tarde” um manifesto em prol dos analgésicos poderes das mãos dadas. É dele a direção da comédia romântica “Como Se Fosse a Primeira Vez” (“50 First Dates”, 2004), que a Globo exibe às 14h55 deste 13 de abril, abrindo caminhos para o bem querer. É um filme perfeito para enamorados que se reencontraram ou para quem reza pela cartilha do eterno recomeço. Adam Sandler, então no auge do prestígio, ainda somando uma média de bilheteria de US$ 100 milhões por filmes, vive Henry Roth, um biólogo marinho bom de lábia no quesito cantada. Mas sua manhã para seduzir ganha um norte quando uma Estrela de Belém chamada Lucy cruza seu caminho. Professora de Artes, a pintora interpretada (com vividez) por Drew Barrymore luta dia a dia com um problema de perda da memória recente. Seu low point é não registrar nos ossos da lembrança as vivências posteriores ao acidente que fez fratura em seu cérebro. Seu pai (Blake Clark) e seu irmão (Sean Austin) a amam, mas são oponentes em sua melhora, pois a protegem a realidade de uma quase amnésia. Mas a chegada de Roth é quase um cometa Halley em seu peito e não há superego que o detenha. Caberá a ele a tarefa de conquistar a moça, do zero, todo dia… TODO SANTO DIA, como todo amor sagrado exige. A produção, que custou US$ 75 milhões e faturou US$ 198 milhões, é um marco dos anos 2000, com um roteiro pautado pela originalidade. Nas telas brasileiras, o longa ganhou uma dublagem de requinte. Miriam Ficher dubla Drew e Alexandre Moreno, Sandler.

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