Com DNA brasileiro, ‘A Ciambra’ é premiado em Cannes

Com DNA brasileiro, ‘A Ciambra’ é premiado em Cannes

Rodrigo Fonseca

26 Maio 2017 | 17h43

“A Ciambra”, comparado ao truffautiano “Os Incompreendidos” no gosto europeu, ganhou prêmio de incetivo à sua circulação pelo Velho Mundo

RODRIGO FONSECA

Com DNA brasileiro, uma vez que é fruto da parceria entre Martin Scorsese e a produtora paulista RT Features, o drama italiano A Ciambra conquistou nesta sexta o prêmio Europa Cinemas Label, um incentivo à sua circulação nas salas do Velho Mundo. Com direção de Jonas Carpignano, a produção narra as peripécias de um menino da Calabria para ganhar a vida – sem sempre de modo honesto. Teve resenha para aqui comparando-o a Os Incompreendidos (1959), de François Truffaut. Sua exibição foi na Quinzena dos Realizadores, que terminou também nesta sexta, com a projeção de Patti Cake$, um outro projeto da RT.

“In the Fade”: surpresa teuto-turca

Neste domingo serão divulgados os prêmios de Cannes, sendo In The Fade, do teuto-turco Fatih Akin, a produção com mais virtudes para levar a Palma de Ouro. No sábado, o evento projeta o últimos dos quase 400 filmes de sua seleção: D’Après Une Histoire Vrai, de Roman Polanski, que cancelou todos os seu compromissos de entrevista com a imprensa mundial após a superexposição que teve na festa dos 70 anos de Cannes, na terça. Diretor de cults como O Bebê de Rosemary (1968) e O Pianista (2002), o octagenário mestre franco-polonês investe no suspense uma vez mais, apoiado em um roteiro escrito pelo diretor Olivier Assayas (de Depois de Maio), com base no romance homônimo de Delphine de Vigan. Na trama, Eva Green é uma fã fiel da escritora interpretada por Emmanuelle Seigner (mulher do diretor) que inferniza a vida da autora, a fim de interferir nos rumos de seu próximo romance.