Cine Joia passa em revista o melhor do cinema africano

Cine Joia passa em revista o melhor do cinema africano

Rodrigo Fonseca

01 de julho de 2017 | 11h54

 

“Viva Riva!” , de Djo Tunda Wa Munga, explora o submundo de Kinshasa

RODRIGO FONSECA
De todos os eventos cinéfilos programados daqui até o fim de 2017, nenhum supera – em ordem de grandeza ética – a seleta Cinema Africano em cartaz até a próxima quinta-feira no Cine Joia, em Copacabana. Neste sábado, tem um cult do audiovisual congolês, o thriller Viva Riva!, de Djo Tunda Wa Munga.

“É importante os filmes africanos chegarem ao Brasil de alguma forma, ainda que em retrospectiva, sobretudo porque poucos são comprados pelas distribuidoras brasileiras”, explica Raphael Camacho, o programador do Joia. “É um cinema rico, com muitas produções de qualidade”.

Confira a programação completa:

Carta de Amor a Zulu, de Ramadan Suleman (França/Senegal, 2004). Dom, às 13h30m. Qua, às 19h15m.

 Aya, de Clément Oubrerie e Marguerite Abouet (França/Senegal, 2011). Seg, às 20h.

Yema, de Djamila Sahraoui (Argélia, 2012). Ter, às 13h30m.

Hoje, de Alain Gomis (França/Senegal, 2012). Seg, às 18h. Qua, às 13h30m. Qui, às 19h15m.

Pégaso, de Mohamed Mouftakir (França/Marrocos, 2009). Seg, às 14h. Ter, às 19h15m.

Viva Riva!, de Djo Tunda Wa Munga (Congo, 2010). Sáb, às 13h30m. Qui, às 13h30m.

Nothing but the Truth, de John Kani (África do Sul, 2009). Seg, às 16h.

Entre todos os títulos do evento, existe um obrigatório: Hoje, de Alain Gomis, diretor laureado com o Grande Prêmio do Júri de Berlim em fevereiro por Félicité. Esta produção de 2012 fala sobre a realidade prisional do Senegal com base num realismo cru entulhado de lixo, pobreza e exclusão. O roteiro narra o périplo de um condenado à morte que, à espera da Indesejada das Gentes e de sua sentença, resolver viver um dia de prazer e alegria.

“Existe uma linhagem de diretores africanos, como o grande Souleymane Cissé, que nos deixou como legado a tradição de filmes onde a imagem é o que existe de soberano na linguagem do audiovisual, mais do que o diálogo, mais do que todo o resto”, explicou Gomis ao P de Pop durante o Festival de Berlim. “Mas eu não quis fazer um filme para o Passado, para conversar com quem veio antes de mim, e sim para falar com as novíssimas gerações de jovens africanos que não viram nosso cinema em salas de cinema”.

 

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