Christoph Waltz dirige (e bem) ‘Georgetown’

Christoph Waltz dirige (e bem) ‘Georgetown’

Rodrigo Fonseca

03 de maio de 2021 | 09h56

Uma veterana jornalista (Vanessa Redgrave) é engambelada por um pilantra (Christoph Waltz) em “Georgetown”, hoje na Looke

Rodrigo Fonseca
Envolvido atualmente nas filmagens da minissérie “Reagan & Gorbachev”, da Paramount Television, ao lado de Michael Douglas, o austríaco Christoph Waltz, duas vezes laureado com o Oscar de melhor coadjuvante (por “Bastardos inglórios” e “Django livre”), vai enfim lançar comercialmente nos EUA seu primeiro longa-metragem como realizador: “Georgetown”. A estreia será no dia 14 de maio, indo pra VoD no dia 19. Exibida durante o Festival de Tribeca de 2019, a produção chegou ao Brasil pela plataforma digital Looke, mas sem alarde, mesmo tendo Vanessa Redgrave no auge da forma em seu elenco. Esse irônico ensaio sobre a arte de mentir foi escrito pelo dramaturgo ganhador do Tony Award David Auburn (do memorável “A Prova”) com base em um artigo de “The New York Times” intitulado “The Worst Marriage in Georgetown” e escrito por Franklin Foer.
“Prometo falar bem pouco sobre o filme, pois vocês são nova-iorquinos, logo, têm informação de sobra para entender o que eu tentei fazer”, destilou Waltz na exibição em Tribeca.
Em “Georgetown”, ele encarna um pilantra profissional de origem germânica que se aproveita de uma jornalista nonagenária (papel de Vanessa) para subir de vida. Annette Bening interpreta a filha de Vanessa, que odeia seu novo “padrasto”, hostilizando o personagem de Waltz o quanto pode. A trama é uma ciranda de idas e vindas no tempo, assumindo como base a morte da veterana repórter, encarnada com brio e charme por Vanessa, já nos primeiros minutos. O foco da narrativa é desfiar o novelo daquela morte.

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