‘Carga explosiva’ para o domingão da Globo

‘Carga explosiva’ para o domingão da Globo

Rodrigo Fonseca

17 de novembro de 2019 | 12h20

RODRIGO FONSECA
Alexandre Marconato, um dos mais prolíficos e talentosos dubladores do Brasil, foi incumbido de dublar o (quase) galã Ed Skrein na versão brasileira de “Carga Explosiva: O Legado” (2015), que a TV Globo exibe esta noite, com a promessa de acelerar corações no “Domingo Maior”, seu canteiro semanal de adrenalina. É um filme com atestado de diversão garantida para um início de semana. Celebrizado na carcaça musculosa de Jason Statham entre 2002 e 2008, Frank Martin, o ás do volante da série “Carga Explosiva” (“The Transporter”), voltou a queimar os pneus do sucesso em sua volta às telas na pele de Skrein, o Daario Naharis do seriado “Game of Thrones”.
Lançado em território brasileiro há quatro anos, o mais recente filme da franquia idealizada por Luc Besson, chamado “O Legado” (é “The Transporter Refueled” lá fora) e pilotado por Camille Delamarre, faturou US$ 72 milhões em sua carreira comercial planeta afora. O boca a boca em torno desta aventura motorizada foi dos mais positivos entre público e crítica, aquecendo suas turbinas na Europa. É lá, sobretudo na França, que Martin mais tem êxito popular. Em sua volta às telas, Frank Martin é ludibriado pela femme fatale Anna (Loan Chabanol), para participar de um assalto arriscado a fim de salvar a pele de seu pai (Ray Stevenson) em um estratagema envolvendo a máfia russa e outros perigos. Delamarre afirma ter dirigido seu protagonista de modo a prestar um tributo aos três primeiros longas-metragens da grife Carga Explosiva, mas buscando um frescor para o perfil do anti-herói.

Desde 2008, tetralogias como “Carga Explosiva” ou trilogias como “Busca Implacável”, com Liam Neeson, ambas projetadas em solo francês sob os auspícios de Besson têm reeducado Hollywood ao reescreverem a cartilha da violência num diálogo com os clássicos de espionagem e numa procura por heróis de poucas palavras, tormentos mil e muita disposição para lutar e matar. Essa receita vem rendendo milhões a Besson, nesta sua faceta de produtor. Só os quatro episódios das peripécias de Frank Martin, juntos, renderam cerca de US$ 270 milhões. Aos olhos de Delamarre, essas cifras são astronômicas por conta da alquimia empreendida por seu patrão.
Atualmente, Skrein anda em cartaz no soporífero “Malévola 2” e em “Midway – Batalha em Alto-Mar”. Já o citado Statham está preparando “Cash Truck”, sob a direção de Guy Ritchie.

p.s.: Estima-se que Marco Bellocchio vá ser homenageado pelo conjunto de sua obra no Festival de Marrakech, que começa no dia 29 de novembro. A maratona cinéfila do Marrocos terá o diretor Kleber Mendonça Filho no júri e o longa “A febre”, de Maya Dar-Rin, sobre um índio que trabalha como vigia no cais de Manaus, como concorrente a prêmios. Filme de abertura de Locarno, o acalmado drama italiano “Magari” (“If only” é seu título mundial), de Ginevra Elkann, vai ganhar uma projeção de gala no evento marroquino. Estima-se que “O Traidor”, filme de máfia que Bellocchio rodou parcialmente no Rio de Janeiro, com Maria Fernanda Cândido e Luciano Quirino, possa ser projetado em seu tributo na África.

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