Cannes exorciza William Friedkin

Cannes exorciza William Friedkin

Rodrigo Fonseca

04 de abril de 2016 | 08h04

O diretor com Linda Blair no set de

O diretor com Linda Blair no set de “O Exorcista”

Realizador de O Exorcista (1973), William Friedkin vai ministrar a Leçon de Cinema este ano no Festival de Cannes, cuja 69ª edição ocorrerá de 11 a 22 de maio no balneário francês. Sumido das telas desde Killer Joe (2011), o octogenário diretor vai conversar por cerca de duas horas e meia com o crítico Michel Ciment sobre sua obra e, quiçá, responder de que maneira o Diabo tirou sua trajetória de sucesso dos eixos, depois de toda a maldição inerente ao filme de horror com Linda Blair. Friedkin tem no currículo Operação França (1971), pelo qual ele recebeu o Oscar. Fenômeno na venda de ingressos, o longa-metragem inspirou recentemente uma espécie de contraparte europeia: A Conexão Francesa (La French, 2014), com Jean Dujardin, prevista para estrear no Brasil ainda este ano.

No dia 14, Cannes anuncia os indicados à Palma de Ouro e parte da programação de 2016, que será aberta por Café Society, de Woody Allen. Mas alguns potenciais competidores já são encarados como apostas certas.  É o caso de Elle, de Paul Verhoeven; de On The Milky Road, de Emir Kusturica; de The Last Face, de Sean Penn, de Fotografia de Família, de Cristian Mungiu; de Jogo do Dinheiro (Money Monster), de Jodie Foster, de Julieta, de Pedro Almodóvar; de Zama, de Lucrecia Martel; de Juste la Fin du Monde, do canadense Xavier Dolan. Os filmes brasileiros mais cotados para concorrer são Animal Cordial, de Gabriela Amaral Almeida; Cinema Novo, de Eryk Rocha; Vazante, de Daniela Thomas; Era El Cielo, de Marco Dutra; O Grande Circo Místico, de Cacá Diegues; Redemoinho, de José Luiz Villamarim; e O Filme da Minha Vida, de Selton Mello.

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