‘Bombay Rose’ leva animação à streaminguesfera

‘Bombay Rose’ leva animação à streaminguesfera

Rodrigo Fonseca

18 de março de 2021 | 14h52

Pintado manualmente, “Bombay Rose” trança diferentes histórias nas ruas da Índia

RODRIGO FONSECA
Indicado à Estrela de Ouro no Festival de Marrakech de 2019, “Bombay Rose”, “a” animação do cinema indiano de longa metragem, enfim chega ao Brasil, via Netflix, com Caetano Veloso em sua trilha sonora. A voz do baiano, nos acordes da canção “Cucurrucucú Paloma” (ouvida no gogó dele também em “Fale com ela” e em “Moonlight”), dá um tom ainda mais romântico a este painel de relações afetivas, pautado por sonhos frustrados, narrada em clima de Bollywood. A direção é da cineasta Gitanjali Rao, uma quadrinista e ilustradora, estreante em longas de ficção.
Todo pintado manualmente, num mosaico de cor esplendoroso, “Bombay Rose” investiga diferentes núcleos narrativos de seu enredo. Temos de um lado a angústia de uma jovem vendedora de flores que quer arrumar um passaporte para partir do miserável contexto social onde vive. Do outro lado, vemos um jovem muçulmano que rouba rosas em cemitérios. Há ainda a saga de uma criança que se afeiçoa por um menino surdo e a história de uma professora de Inglês, já anciã, que, ao vender quinquilharias para um antiquário, revê uma história de amor LGBTQ+.

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