Biarritz reflete a América Latina

Biarritz reflete a América Latina

Rodrigo Fonseca

27 de setembro de 2020 | 12h09

Rodrigo Fonseca
Terminado San Sebastián, com a vitória da produção georgiana “Beggining”, da diretora Dea Kulumbegashvili, as atenções do universo dos grandes festivais internacionais se voltam para um cantinho da França ali pertinho da cidade espanhola que acaba de encerrar sua maratona de exibição: Biarritz. Desde 1991, aquela região tem sido um ponto de encontro e intercâmbio entre a Europa e a América Latina, projetando (em concurso) longas e curtas com sotaques ibéricos e com o português do Brasil. Este ano, a seleção deles, agendada para começar nesta segunda e seguir até 4 de outubro, vai explorar majoritariamente os problemas decorrentes da imigração, do exílio e do desenraizamento. Há, entre seus concorrentes, um dos longas de ficção nacional de maior badalação lá fora de janeiro até agora: “Um Animal Amarelo”, de Felipe Bragança, laureado ontem em múltiplas frentes no encerramento de Gramado. Em terras francesas, seus adversário na caça a prêmios são: “Chico Ventana también quisiera tener un submarino”, de Alex Piperno (Uruguay / Argentina / Brasil / Holanda / Filipinas); “La Fortaleza”, de Jorge Thielen Armand (Venezuela /Colômbia / França / Holanda); “La Verónica”, de Leonardo Medel (Chile); “Lina de Lima”, de María Paz González (Chile / Peru/ Argentina); “Los Fantasmas”, de Sebastián Lojo (Guatemala / Argentina); “Ofrenda”, de Juan Monaco Cagni (Argentina); “Selva trágica”, de Yulene Olaizola (México / França / Colômbia); e “Se escuchan aullidos”, de Julio Hernández Cordón (México). A lista de .docs latinos em concurso em Biarritz é: • “A media voz”, de Heidi Hassan, Patricia Pérez Fernández (78′) Cuba / Espanha / França / Suíça •”Cosas que no hacemos”, de Bruno Santamaría (71’) México •”El Campeón del mundo”, de Federico Borgia, Guillermo Madeiro (79’) Uruguai •”El Outro”, de Francisco Bermejo (75’) Chile •“La Niebla de la paz”, de Joel Stängle (85’) Colômbia •”Las Razones del lobo”, de Marta Hincapié Uribe (70’) Colômbia •“Mirador”, de Antón Terni (70’) Uruguai •“O Indio cor de rosa contra a fera invisível: a peleja de Noel Nutels”, de Tiago Carvalho (71’) Brasil •”Responsabilidad empresarial”, de Jonathan Perel (67’) Argentina •“Suspensión”, de Simón Uribe (72’) Colômbia.

p.s.: À 0h40, a Globo vitamina seu Festival Rexona de Cinema com o cult “Os Infiltrados” (“The Departed”, 2006), thriller de máfia que rendeu o Oscar de melhor direção a Martin Scorsese. Orçada em US$ 90 milhões, a produção é uma versão para os EUA, ambientada em Boston, de “Conflitos Internos”, longa de Hong Kong de 2002, dirigido por Andrew Lau e Alan Mak. Seu faturamento foi de US$ 291 milhões. Dublado aqui por Christiano Torreão, Leonardo DiCaprio tem uma atuação impecável no papel de um tira que se infiltra na organização criminosa do mafioso irlandês Frank Costello (Jack Nicholson, na voz de Julio Chaves), ao mesmo tempo em que este poderoso chefão escala um de seus protegidos para ser seu informante no FBI. O eleito do vilão é um escroque vivido por Matt Damon, que Jorge Lucas dubla no Brasil sempre com maestria.

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