Berlinale divulga os últimos concorrentes ao Urso de Ouro e abre espaço para Spike Lee

Berlinale divulga os últimos concorrentes ao Urso de Ouro e abre espaço para Spike Lee

Rodrigo Fonseca

20 Janeiro 2016 | 13h44

“24 Weeks” é um representante da Alemanha na briga pelo Urso de Ouro no 66º Festival de Berlim

“Soy Nero” dá um toque de latinidade ao evento alemão, com DNA mexicano

Apesar de toda a especulação em torno de Mãe Só Há Uma, de Anna Muylaert, e de Curumim, de Marcos Prado, continua em suspense que longas-metragens brasileiros estarão em exibição no 66º Festival de Berlim (11 a 22/de fevereiro), que fechou nesta quarta-feira sua lista de concorrentes, excluindo o Brasil da briga pelo Urso de Ouro. Nessa leva final, tem, de América Latina, no máximo, uma corpodução mexicana dirigida por um cineasta iraniano: Soy Nero, de Rafi Pitts. No mais, entraram o alemão 24 Weeks, de Anne Zohra Berrached; o chinês Crosscurrent, de Yang Chao; e o tunisiano Heidi, do estreante Mohamed Ben Attia. Agora, na seara hors-concours, chegou um filmaço, com alto teor de polêmica, com DNA televisivo via Amazon Studios: Chi-Raq, o musical de Spike Lee, com toda a aristocracia dos atores e atrizes negros dos EUA. Sua gênese vem da peça grega Lisístrata, de Aristófanes.

Samuel L. Jackson brilha em

Samuel L. Jackson brilha em “Chi-Raq”, versão de Spike Lee para a peça “Lisístrata”: fora de concurso na Berlinale

Foram anunciados ainda nesta quarta três longas fora de concurso: o francês Saint Amour, da dupla Benoît Delépine e Gustave Kervern; o neozelandês O Patriarca, de Lee Tamahori, que já dirigiu blockbusters como 007 – Um Novo Dia para Morrer; e o franco-belga Des Nouvelles de la Planète Mars, do artesão do suspense Dominik Moll.

Ganhador do Leão de Ouro em 2013 com

Ganhador do Leão de Ouro em 2013 com “Sacro Gra”, Gianfranco Rosi concorre agora em solo berlinense com um novo documentário: “Fuocoammare (Fire at Sea)”

Além destes, já haviam sido divulgados os seguintes concorrentes ao Urso dourado:
Alone in Berlin de Vincent Perez (Alemanha/ França)
Boris sans Béatrice (Boris without Béatricede Denis Côté (Canadá)
Cartas da guerra (Letters from War) de Ivo M. Ferreira (Portugal)
Ejhdeha Vared Mishavad! (A Dragon Arrives!) de Mani Haghighi (Irã)
Fuocoammare (Fire at Seade Gianfranco Rosi (Itália)
Genius de Michael Grandage (Reino Unido)
Hele Sa Hiwagang Hapis (A Lullaby to the Sorrowful Mystery) de Lav Diaz (Filipinas)
Kollektivet (The Commune) de Thomas Vinterberg (Dinamarca)
L’avenir (Things to Comede Mia Hansen-Løve (França)
Midnight Special de Jeff Nichols (EUA)
Quand on a 17 ans (Being 17de André Téchiné (França)
Smrt u Sarajevu / Mort à Sarajevo (Death in Sarajevo) by Danis Tanovi? (Bósnia e Herzegovina)
Zero Days de Alex Gibney (EUA)
Zjednoczone Stany Mi?osci (United States of Lovede Tomasz Wasilewski (Polônia)

Para sua abertura, a Berlinale conta com uma projeção hors-concours do novo filme dos irmãos Joel e Ethan Coen: Ave, César!. Há um curta brasileiro em concurso: Das Águas Que Passam, do capixaba Diego Zom. Mas é só. Comenta-se que até sexta-feira serão conhecidos todos os filmes do evento, incluindo os da seleção Panorama, para o qual especula-se a presença de três longas com o Brasil em seu DNA. Mas nada foi confirmado pela direção do evento alemão até agora.