‘Argentina, 1985’, com Darín, no radar de Cannes

‘Argentina, 1985’, com Darín, no radar de Cannes

Rodrigo Fonseca

02 de março de 2022 | 16h46

icardo Darín e Peter Lanzani em “Argentina, 1985”

RODRIGO FONSECA
Crescem as especulações acerca da participação de “Argentina, 1985”, de Santiago Mitre, na disputa pela Palma de Ouro no 75º Festival de Cannes, agendado de 17 a 28 de maio, embora nada tenha sido confirmado oficialmente pela equipe curatorial de Thierry Frémaux, o diretor artístico do evento francês. No novo filme do realizador de “Paulina” (2015), Ricardo Darín integra um time de advogados que devassaram a junta militar responsável pela tortura durante a ditatura em seu país. Em 2017, Mitre passou pela Croisette, na seção Un Certain Regard com “A Cordilheira”, hoje em cartaz na Amazon Prime.
Agraciado com o troféu Platino (o Oscar da latinidade) de Melhor Trilha Sonora (coroando a excelência melódica de Alberto Iglesias), o filme – lançado comercialmente na França com o título de “El Presidente” – aborda um conclave de líderes políticos das Américas, tendo intrigas de corrupção e pecados afetivos pessoais em seus bastidores. Em nenhum momento dos 114 febris minutos desse belíssimo longa se fala o nome da Petrobras, mas é o petróleo brasileiro que serve de combustível às negociatas políticas retratadas neste enredo moral e cívico com Darín. O Brasil está representado na figura do presidente Oliveira Prete, vivido com uma ironia saborosa pelo ator Leonardo Franco, da série “Preamar”. Seu desempenho é um primor. Prete é o alvo e o inimigo de todos, menos do líder argentino, o atormentado Hernán Blanco – papel dado a Darín.

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