Apostas autorais para Tiradentes em 2018

Apostas autorais para Tiradentes em 2018

Rodrigo Fonseca

19 Janeiro 2018 | 18h30

“O Nó do Diabo”: horror fino

Rodrigo Fonseca
Quilos de aplausos esperam Babu Santana na noite desta sexta-feira, nas Minas Gerais, onde o ator carioca será homenageado pelo conjunto de sua carreira na abertura da 21ª Mostra de Tiradentes, cujo longa-metragem de abertura será a produção baiana Café Com Canela, de Glenda Nicácio e Ary Rosa, cujo elenco ele integra. Ele também está no elenco de um dos mais esperados filmes entre os 102 títulos do cardápio armado por Lila Foster, Cléber Eduardo, Camila Vieira, Francis Vogner dos Reis e Pedro Maciel Guimarães: Bandeira de Retalhos. Este projeto marca a volta do músico Sérgio Ricardo à direção após um hiato de cerca de quatro décadas.

Gutti Fraga em “Bandeira de Retalhos”

Como de costume, sete longas concorrem na seção Aurora, a menina dos olhos de Tiradentes: Ara Pyau – A Primavera Guarani (SP), de Carlos Eduardo Magalhães; Imo (MG), de Bruna Scheld Corrêa; Dias Vazios (GO), de Robney Bruno Almeida; Baixo Centro (MG), de Ewerton Belico e Samuel Marotta; Rebento (PB), de André Morais; Lembro Mais Dos Corvos (SP), de Gustavo Vinagre; e Madrigal Para Um Poeta Vivo (SP), de Adriana Barbosa e Bruno Mello Castanho.

Confira a seguir cinco promessas de Tiradentes para 2018:

  1. O Nó do Diabo, de Ramon Porto Mota, Gabriel Martins, Ian Abé e Jhesus Tribuzi: Esta aula de narrativas de horror mistura cinco contos sobre o Além misturando uma fazenda amaldiçoada, preconceito racial e instinto de vingança, tendo a deusa Isabél Zuaa em seu elenco;
  2. Era uma Vez Brasília, de Adirley Queirós: Queridinho dos eventos indies do nosso audiovisual, o cineasta brasiliense conquistou o Festival de Locarno com esta sci-fi on the rocks sobre um agente intergaláctico de passagem pela Ceilândia;
  3. Repulsa, de Eduardo Morotó: Um dos mais inquietos curta-metragistas do país, o diretor de Quando Morremos à Noite explora a paisagem da Serra da Onça, onde um grupo filiado a um partido se considera uma célula de poder;
  4. Apto 420, de Dellani Lima: Há cinco anos, o homem-hífen que dirige este filme (misto de diretor, poeta, ator e artista plástico) botou Tiradentes no bolso no papel central de Linz – Onde Todos os Acidentes Acontecem. Agora, ele volta à cidade no posto de realizador, numa narrativa experimental sobre um jornalista que reage a uma seca de cânhamo;
  5. Platamama, de Alice Riff: Uma investigação sobre uma família de bolivianos que vem tentar a sorte no Brasil.