América Latina está fora do Oscar de filme estrangeiro

América Latina está fora do Oscar de filme estrangeiro

Rodrigo Fonseca

16 Dezembro 2016 | 11h16

“Toni Erdmann”, da Alemanha: o favorito

RODRIGO FONSECA
Esnobaram Pequeno Segredo na lista de potenciais concorrentes ao Oscar de melhor filme estrangeiro na primeira chamada (de nove títulos) feita pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, que anunciará sua seleta definitiva de indicados – com cinco produções na categoria – no dia 24 de janeiro. Aliás, também não ficou nenhum hispano-americano. As Américas só bateram ponto nesse menu representadas pela parte francófona do Canadá, com Xavier Dolan e seu É Apenas o Fim do Mundo. Saiu o polêmico Elle, de Paul Verhoeven – que vai presidir o júri do Festival de Berlim de 9 a 19 de fevereiro – mas entrou uma animação, lá da Suíça: Ma Vie de Courgette, que foi sensação em Cannes e Annecy.

Austrália: Tanna, de Bentley Dean e Martin Butler;
Canadá: É Apenas o Fim do Mundo, de Xavier Dolan;
Dinamarca: Land of Mine, de Martin Zandvliet;
Alemanha: Toni Erdmann, de Maren Ade;
Irã: O Apartamento, de Asghar Farhadi;
Noruega: The King’s Choice, de Erik Poppe;
Rússia: Paraíso, de Andrei Konchalovsky;
Suécia: A Man Called Ove, de Hannes Holm;
Suíça: Ma Vie de Courgette, de Claude Barras.

Se existe algum favoritismo, ele gravita entre a comédia Toni Erdmann, da alemã Maren Ade, laureada com o prêmio da crítica em Cannes, e o drama metalinguístico O Apartamento, do iraniano Asghar Farhadi, que deixou a Croisette com os prêmios de roteiro e ator.