Aberto o garimpo da Berlinale 2022

Aberto o garimpo da Berlinale 2022

Rodrigo Fonseca

08 de outubro de 2021 | 11h10

“How Do You Live”, de Hayao Miyazaki, está em produção

RODRIGO FONSECA
Já tem data para a 72ª edição da Berlinale: 10 a 20 de fevereiro. A promessa é que seja um evento presencial. A notícia já agita o mercado cinematográfico, com apostas para as vagas na competição pelo Urso de Ouro de 2022. Fala-se desde já nos possíveis concorrentes:
“MUSIK”, DE ANGELA SCHANELEC: Três anos depois de conquistar o prêmio de melhor direção no próprio Festival de Berlim por “Eu Estava Em Casa, Mas…” (2019), a realizadora alemã volta ao evento com um drama regado a Complexo de Édipo. Na trama, um rapaz germânico criado por uma família adotiva na Grécia mata um sujeito sem saber que este é seu pai biológico. Na prisão, ele viverá uma história de amor com uma agente penitenciária mais velha, sem saber que esta é sua mãe verdadeira.
“FEU”, DE CLAIRE DENIS: A diretora de “Bastardos” (2013) põe Juliette Binoche num dilema amoroso entre um amor maduro do passado e um querer jovial do presente. Vincent Lindon integra o elenco.
“CHOCOBAR”, DE LUCRECIA MARTEL: Quatro ano depois do aclamado “Zama”, a diretora argentina aposta nas narrativas documentais, explorando os bastidores políticos da morte do militante indígena Javier Chocobar por latifundiários.
“LES PASSAGERS DE LA NUIT”, DE MIKHAËL HERS: O realizador do badalado “Amanda” (2018) dá a Charlotte Gainsbourg o papel de uma mãe de família que, abandonada pelo marido, vira radialista e adota uma jovem como sua protegida, passando por uma reeducação sentimental.
“THE OCCUPIED CITY”, DE STEVE MCQUEEN: Um estudo documental do diretor de “Small Axe” sobre a ocupação dos nazistas na Holanda.
“THE WAY OF THE WIND”, DE TERENCE MALICK: Apoiado num elenco monumental (Matthias Schoenaerts, Mathieu Kassovitz, Aidan Turner, Mark Rylance, Ben Kingsley), o realizador de “A Árvore da Vida” (Palma de Ouro de 2011) investiga a vida de Cristo por ângulos inusitados.
“HOW DO YOU LIVE”, DE HAYAO MIYAZAKI: Berlim está sempre atenta às boas novas do Studio Ghibli, cujo patrono parece ter, enfim, finalizado o seu novo desenho animado sobre o processo de amadurecimento de um rapazinho e a sua convivência com um tio e com os amigos num Japão em transformação, mas ainda aberto ao lirismo e à fantasia.

Filme inédito de Claire Denis, “Feu” está na mira do festival germânico

p.s.: Em sua terceira edição, que começa nesta sexta, o Festival de Pitangui, em Minas Gerais, presta tributo à produtora Filmes de Plástico, hoje uma das mais renomada do país, com vasta quilometragem nas telas de Cannes, Roterdã e Locarno. Essa grife de reflexões sociais é formada por três diretores e um produtor: André Novais Oliveira, Gabriel Martins, Maurílio Martins e Thiago Macêdo. Os três primeiros são naturais de Contagem, dos bairros Amazonas, Milanez e Jardim Laguna, e Thiago é de Teófilo Otoni. Eles se conheceram entre 2005 e 2006 e realizaram obras aclamadas como “Filme de Sábado” (2009), “Dona Sônia pediu uma arma para seu vizinho Alcides” (2011), “Pouco mais de um mês” (2013) e (o brilhante) “Quintal” (2015). Thiago e Maurílio estarão em Pitangui pra acompanhar as sessões do curta “Rapsódia para o Homem Negro” (2015) e do longa “No Coração do Mundo” (2019).

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