Vida e o mar de Jacques-Yves Cousteau inspiram superprodução na França

Vida e o mar de Jacques-Yves Cousteau inspiram superprodução na França

Rodrigo Fonseca

12 de agosto de 2016 | 08h49

Lambert Wilson encana o oceanógrafo em

Lambert Wilson encana o oceanógrafo em “L’Odyssée”, de Jérôme Salle

RODRIGO FONSECA

Herói do mar, ganhador de três Oscars e de uma Palma de Ouro por filmes como O Mundo Silencioso (1956), o oceanógrafo e documentarista francês Jacques-Yves Cousteau (1910-1997) terá sua vida, seus amores e suas expedições subaquáticas revistas poeticamente em L’Odyssée, drama biográfico, protagonizado por Lambert Wilson, escalado para encerrar a 64ª edição do Festival de San Sebastián, na Espanha. O evento vai de 16 a 24 de setembro, incluindo longas-metragens inéditos de Oliver Stone (Snowden), de Bertrand Bonello (Nocturama), de Ewan McGregor (estreando na direção com Pastoral Americana), de João Pedro Rodrigues (O Ornitólogo), de Jeff Nichols (o cult Midnight Special), de Todd Solondz (Wiener-Dog) e das brasileiras Eliane Caffé (Era o Hotel Cambridge) e Marília Rocha (A Cidade Onde Envelheço). No fecho da competição oficial e das mostras paralelas entra esta ode à memória documental de Cousteau, pilotada pelo cineasta Jérôme Salle (de Zulu, thriller 0KM em nossas telas, que acaba de estrear na programação da Rede Telecine). Foi Salle quem deu vida a esta superprodução de €35 milhões, baseada na relação entre o Aquaman francês e seu filho, Philippe, vivido por Pierre Niney.

Longa estreia na França em 12 de outubro

Longa estreia na França em 12 de outubro

De uma popularidade sem par na história do documentário entre os anos 1950 e 70, Cousteau inventou, com seus parceiros de expedição, aparelhos de mergulho mais leves do que os escafandros da Marinha Francesa. Idealizados inicialmente como projetos de investigação de lugares desconhecidos pelo homem, sobretudo nas profundezas das águas de diferentes continentes, os primeiros filmes do cineasta ganharam um peso ecológico histórico, como é o caso de La Mer Rouge (1952) e Dauphins et Crétacés (1949). Entre 1984 e 1985, rodou, nos arredores do norte do Brasil, a série A Amazônia de Jacques Cousteau, de grande repercussão popular no mundo todo, via televisão. Lembrado publicamente sempre pelo uso de uma toquinha vermelha, sua figura foi a inspiração para o cult A Vida Marinha com Steve Zissou (2004), de Wes Anderson.

Salle explora a figura de Cousteau em L’Odyssée mais pelo âmbito afetivo, retratando a dificuldade de relacionamento entre ele e Philippe e entre sua mulher, Simone, vivida por Audrey Tautou. Com música composta por Alexandre Desplat, o longa tem sua primeira projeção pública em San Sebastián e entra em circuito na França no dia 12 de outubro com a promessa de se tornar um dos maiores fenômenos de bilheteria da França nos cinemas.   

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