A luz de Storaro enfrenta as sombras do RJ

A luz de Storaro enfrenta as sombras do RJ

Rodrigo Fonseca

07 Junho 2018 | 10h44

Rodrigo Fonseca

Apesar da tempestade que se abate sobre o Rio de Janeiro na manhã desta quinta-feira, há um facho de luz vindo do Olimpo do cinema para iluminar a cidade: Vittorio Storaro está em solo carioca. Nesta quinta, às 18h30, o fotógrafo tem um compromisso no terraço do Consulado Geral da Itália no Rio de Janeiro: abrir a mostra Cinema Belvedere, que começa com uma projeção de O Céu Que Nos Protege (1990), pelo qual o visual criado por ele em afinação com o diretor Bernardo Bertolucci ganhou o Bafta, a maior láurea dos ingleses na tela. Gênio da luz, premiado com o Oscar pelos cults O Último Imperador (1987), Reds (1981) e Apocalypse Now (1979), o artista romano tem um filme inédito – e polêmico, graças a quiprocós familiares de seu diretor, Woody Allen – para entregar: A Rainy Day in New York. Aos 77 anos, ele está escalado já para dar uma força a seu recorrente parceiro, o espanhol Carlos Saura, no projeto Picasso y el Guernica. Mas antes, Storaro tem um encontro com os cinéfilos do Rio: entre os dias 10 de junho e 8 de julho, o Museu de Arte Moderna (MAM-RJ) receberá, em seu Espaço Monumental, a exposição fotográfica Escrever com a Luz, assinada pelo renomado diretor de fotografia. A abertura para convidados está marcada para o dia 09, das 15h às 18h.

Em uma parceria com a Associação Brasileira de Cinematógrafos, a Cinemateca do MAM sediará, no dia 11, às 17h, no auditório Cosme Alves Netto, uma palestra do artista italiano.